Jacutinga – Estação Ferroviária


Imagem: Google Street View

A Estação Ferroviária foi tombada pela Prefeitura Municipal de Jacutinga-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Jacutinga-MG
Nome atribuído: Estação Ferroviária
Localização: Praça Delfim Moreira, s/n – Jacutinga-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 1868/2006

Descrição: O ramal da Penha foi inaugurado em 1882, com 20 quilômetros, até antiga Penha do Rio do Peixe (Itapira). O trecho de Itapira até Eleutério foi construído pela E. F. Sapucaí, mas encampado pela Mogiana, que não concordou com a posição de ceder sua zona privilegiada. Em 1891, o ramal, agora de Itapira, já chegava a Eleutério. Em 1898, chegou a Sapucaí, já em Minas Gerais, onde se encontrava, agora sim, com a E. F. Sapucaí. O transporte de passageiros durou até 1976, e cargas mais 10 anos aproximadamente. Com a supressão da linha mineira, o ramal perdeu a função e foi desativado, tendo seus trilhos sido retirados em 1990, já abandonados.
A estação de Eleutério foi aberta em 1891. Ficava próxima à divisa de Minas, pouco antes do rio Eleutério, tendo sido o trecho após Itapira, incluindo as duas novas estações, construído pelos empreiteiros José Monteiro e Joaquim Santiago. A linha da Mogiana ia até este rio, aguardando a junção com a E. F. Sapucaí, com a qual estabeleceria tráfego mútuo.
Em 23 de novembro de 1909, o jornal O Estado de S. Paulo noticiava a nomeação de uma professora substituta em Eleutério, mostrando que lá já havia uma escola. Muitos moradores da Vila, um bairro afastado de Itapira cerca de dois quilômetros antes da divisa com Minas Gerais, usavam o trem para estudar em Itapira.
Inaugurada pela E. F. Sapucaí em 01 de julho de 1898, depois de construída às pressas – a construção havia começado em abril – porque a Mogiana não autorizava o tráfego nos 3 km entre a ponte sobre o rio Eleutério e a sua estação do mesmo nome, enquanto a Cia. Sapucaí não construísse a estação no ponto em que as linhas das duas ferrovias se juntassem. Aberta a estação, em primeiro de agosto do mesmo ano, um mês depois, a Mogiana autorizou o tráfego. A estação passou a servir às duas estradas, tendo, porém, compartimentos independentes.
Em 1897, a estação da Estrada de Ferro Vale do Sapucaí recebia seus últimos retoques. Seu nome era o de “Silviano Brandão”. Este político foi um dos principais ativistas da instalação da malha ferroviária em Jacutinga, era Presidente do Senado Mineiro e candidato ao Governo de Minas Gerais, havendo assumido o governo na nova capital mineira – Belo Horizonte. Por volta das 15 horas do dia 14 de março de 1897, ouviu-se pela primeira vez, o apito estridente da locomotiva do trem “Lastro” que vinha testando a linha. A Freguesia de Jacutinga ficou conhecendo um de seus maiores acontecimentos históricos: a inauguração da Estrada de Ferro. Era o primeiro trem a chegar na região.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Já vão longe os tempos em que o capitão português Antonio Correia de Abranches Bizarro, natural de Sabugosa, participando do desbravamento de Jacutinga, tomou posse de terras em diversos pontos de nosso território, na divisa com Ouro Fino. Aliás, menciona-se que, bem antes da abertura de picadas, o povoamento já se iniciara pela vias naturais, os rios, sobretudo o rio Mogi, denominado na região Mogi Abaixo. Tambémo ribeirão de São Paulo (ao norte) e o rio Eleutério (ao sul) contribuíram para isso.
Relata-se que, por volta de 1.805, o povoamento já atingira as margens do Eleutério. Em 1.803, pelo que se diz, já havia moradores no Sitio Forquilha.
Entre os antigos povoadores de Jacutinga é citado Antonio Pessoa de Lemos, natural de Sabará, estabelecido com fazenda na barra do Ribeirão de São Paulo. Suas terras, englobavam a área onde hoje se situa Jacutinga. Ao falecer, a 12 de agosto de 1.811, deixou testamento e foi sepultado na Matriz de Ouro Fino.
Em razão de permuta feita por seus herdeiros, a fazenda passou a pertencer ao capitão Antonio Correia de Abranches Bizarro, que aumentou com posses feitas nos morros da Capetinga e da Baleia.
Depois, em 18 de agosto de 1.817, a propriedade foi vendida, através de escritura particular lavrada na barra do São Pedro, a José Francisco Fernandes, que viera de Pouso Alegre com sua família. Revela Orville Derby que o capitão Abranches Bizarro também tomou posse de terras na paragen denominada Poço Fundo, terras que vendeu a 16 de março de 1.826.
De acordo com a tradição, o mais antigo proprietário da fazenda do Poço Fundo foi o Cel. Emídio de Paiva Bueno, sendo admissível que a tenha adquirido do capitão Bizarro na data mencionada.
Mudou-se para a propriedade, tendo, segundo Orville Derby, exercido influência nas questões de limites que se seguiram. Com o passar do tempo, aumentando a população do bairro Mogi Abaixo, tornou-se necessário erigir uma capela, soba invocação de Santo Antonio. Encaminhou-se uma representação nesse sentido à Cúria Diocesana de São Paulo, representação encabeçada por José Francisco Fernandes. O bispo diocesano, Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade, autorizou a ereção da capela. Entretanto, talvez devido a uma demanda entre José Francisco Fernandes e Manuel Carlos da Motta Bastos, seguida do falecimento do primeiro, a 21 de junho de 1.841, e de sua mulher, dona Joaquina Esmérica Ribeiro, a 3 de maio de 1.845, nada se fez ao longo de dez anos. Mas José Francisco Fernandes e sua mulher deixaram terras doadas para o patrimônio da capela. A localidade junto à qual se ergueria esta tomaria o nome de Ribeirão de Jacutinga.
Em agosto de 1.845 estava a capela edificada, tendo como zelador o capitão Emídio de Paiva Bueno. Jacutinga foi elevada a freguesia em 1.871, e, a vila e município em 1901.
Fonte: IBGE.

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