Juiz de Fora – Marco Comemorativo do Centenário


Imagem: Google Street View

O Marco Comemorativo do Centenário de Juiz de Fora-MG foi tombado por sua importância cultural.

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Nome atribuído: Marco Comemorativo do Centenário de Juiz de Fora
Localização: Juiz de Fora-MG
Número do Processo: 1391-T-1997
Livro do Tombo Belas Artes: Inscr. nº 619, de 12/11/2001

Descrição: Marco Comemorativo do Centenário de Juiz de Fora com a seguinte descrição do perímetro da área de tombamento: ‘delimitado pela linha externa da pavimentação em granito que circunda o lago artificial no qual se assenta o referido marco, em Juiz de Fora.
Observações: O entorno encontra-se descrito às folhas duzentos e cinqüenta e cinco do processo em questão.
Fonte: Iphan.

Descrição: Projetado pelo engenheiro Arthur Arcuri (1913-2010) em 1949, teve o desenho de seu painel idealizado por Di Cavalcanti (1897-1976) no ano seguinte, quando começou a construção. O monumento, de inspiração modernista e influenciado pela obra de Oscar Niemayer, foi projetado para marcar o aniversário de cem anos de fundação do município, levando a arte para a praça pública, nas proximidades do centro da cidade, com o intuito de atingir o transeunte na sua passagem.
O Marco do Centenário foi concebido, segundo o próprio autor, como resposta aos postulados da “nova arquitetura”. “Após procuras, encontramos para o Marco uma forma simples – uma parede que se curva, se desenvolve e se eleva – e a valorizamos com materiais construtivos de nossa época – concreto, cerâmica, pedra – explorando sua cor natural”.
Fonte: MPMG.

Prefeitura Municipal de Juiz de Fora-MG
Secretaria Municipal de Administração

Nome atribuído: Painel do Marco Comemorativo do Centenário de Juiz de Fora (D. 5812/ 1996)
Outros Nomes: Monumento Painel do Centenário (D. 6941,2000)
Localização: Praça da República (Praça da Caveiras) – Juiz de Fora-MG
Número do Processo: 01906/1996 vol. 01
Processo de Tombamento: Decreto nº 5812, de 23/12/1996
Decreto de Tombamento: Decreto n° 6941/2000

Materiais: Alvenaria e concreto, com revestimento em pastilhas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: 0 Prefeito de Juiz de Fora, no uso da atribuição que lhe confere o Parágrafo 29, do artigo 15 e dos artigos 20 e 22 da Lei Municipal nº 7282, de 25 de fevereiro de 1988, observadas as demais disposições da Lei mencionada, em consonância com o que determina os incisos I e IX do art. 30 da Constituição Federal e, considerando os termos e a documentação constante no Processo Administrativo da Prefeitura de Juiz de Fora, nº 01906/96, lhe é reconhecido valor histórico, artístico, arquitetônico e cultural representados pelos seguintes fatos:
– Marco comemorativo do centenário da cidade de Juiz de Fora (1950).
– Romper com os padrões construtivos e estéticos tradicionais aplicados em monumentos públicos.
– Obra realizada pela tradicional Companhia Industrial e Construtora “Pantaleone Arcuri”.
– Utilizar-se de técnica do mosaico para o seu revestimento e expressão artística, refletindo o gosto estético e um momento da arte brasileira.
– Ter o seu motivo simbólico-figurativo realizado em mosaico baseado em desenho-projeto do artista Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo (1897-1976) – Di Cavalcanti.
– Idealização do engenheiro Arthur Arcuri, autor de projetos de orientação modernista, divulgados no Brasil e no exterior; pioneiro da arquitetura moderna em Juiz de Fora.
Ter tido durante a fase de concepção do projeto, segundo testemunho do próprio
autor, as participações do arquiteto Lúcio Costa que sugeriu “a ligeira curvatura no final da parede ascendente” e, do arquiteto Oscar Niemayer na indicação de Di Cavalcanti para o desenho do mosaico simbólico-figurativo.
Fonte: Processo de Tombamento.

Histórico do município: Juiz de Fora nasce de uma estrada batizada “Caminho Novo”, construída pela Coroa Portuguesa para facilitar o escoamento do ouro até o porto do Rio de Janeiro. Da ocupação da região surgiu o povoado Santo Antônio do Juiz de Fora, mais tarde elevado à categoria de cidade, com o nome Juiz de Fora.
Aqui despontou a primeira hidrelétrica de grande porte da América do Sul, a Usina de Marmelos Zero, tornando a cidade conhecida como “Farol de Minas”. Mais tarde, seu forte desenvolvimento no setor industrial fez da “Manchester Mineira” a cidade mais importante do estado.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Julio Cesar Ribeiro Sampaio
MPMG


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