Lavras – Galpões da Antiga Rede Ferroviária
Os Galpões da Antiga Rede Ferroviária foram tombados pela Prefeitura Municipal de Lavras-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Lavras-MG
Nome atribuído: Galpões da antiga Rede Ferroviária
Localização: Pátio da RFFSA, s/n – Centro – Lavras-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 6678/2006
Descrição: No dia 2 de março de 1917 foram inauguradas as oficinas da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM). Diferentemente das oficinas de Ribeirão Vermelho, que se destinavam à montagem, reparação e manutenção de locomotivas, nas oficinas de Lavras se construía e reparava os carros de passageiros de madeira. Apesar de a inauguração ter sido em 1917, a operação dos serviços começou somente em 1920.
Em seu tempo de maior atividade, a oficina da Rede Ferroviária de Lavras não só construía os carros, mas também fabricava peças como fechaduras, bancos, janelas, cabides, mesas, armários, cadeiras e truques de madeiras. Na época, a oficina tinha as seguintes seções: truques, fundição, estofamento, ferraria, caldeira elétrica, mecânica, serraria, carpintaria, pintura e bateria. Tinha também três pontes rolantes, carretão, lavador e uma usina hidrelétrica situada na estação do Cervo. Todos os equipamentos eram provenientes da Alemanha, Escócia, Estados Unidos e Inglaterra.
Na década de 1950, com o fim das locomotivas a vapor, a oficina foi adaptada nos padrões A.A.R. (Association American Railway) e passou a fazer a manutenção de locomotivas eletrodiesel da General Motors. Conforme relatos, as oficinas chegaram a contar com quase setecentos trabalhadores empregados. O que é algo notável, principalmente, quando consideramos que a cidade tinha uma população bem menor. Os galpões das oficinas da EFOM destacam-se pela sua beleza arquitetônica e fazem parte dos bens tombados do Patrimônio Cultural de Lavras desde 2006.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Francisco Bueno da Fonseca (c. 1670-1752), líder de uma revolta contra um desembargador português em São Paulo em 1712, veio, junto de seus filhos e outros sertanistas, a se estabelecer na região dos rio Capivari e rio Grande abaixo pelos anos de 1720 ou 1721. Estes primeiros habitantes eram paulistas da vila de Santana do Parnaíba, e poucos anos depois de sua chegada, fundariam o arraial dos Campos de Sant’Ana das Lavras do Funil, em 1729. Nesta região, a família de Bueno da Fonseca estava empenhada na busca do ouro e também na abertura de novos caminhos até às Minas dos Goiases. Em 1737 os exploradores receberiam do governador Martinho de Mendonça uma carta de sesmaria confirmando a ocupação da terra, que se despontava na agricultura e pecuária.
Em 18 de junho de 1759, Bartolomeu Bueno do Prado, neto do famoso Anhanguera e genro de Francisco Bueno da Fonseca, partiu do povoado à frente de sua tropa de quatrocentos homens, convocados de toda a capitania, para desbaratar a confederação quilombola do Campo Grande. A influência dos capitães-mores da família Bueno da Fonseca contribuiu para o rápido desenvolvimento do povoado: em 1760 este já possuía mil habitantes, o dobro de Carrancas, o que determinou a transferência da sede paroquial para a localidade mais populosa. Em 1813 o arraial fora elevado à categoria de freguesia, quando do desmembramento de Carrancas. Possuía então 6 capelas curadas e 10.612 almas.
Já na época do Império, a freguesia obteve sua emancipação política e administrativa passando à condição de vila, em 1831, e cidade, em 1868, quando houve alteração na toponímica municipal de “Lavras do Funil” para “Lavras”. Um dos acontecimentos mais marcantes deste período foi a participação de Lavras na Revolução Liberal de 1842. Por pouco mais de um mês, entre 14 de junho e 22 de julho daquele ano, liberais e conservadores mantiveram seus respectivos quartéis no largo da Matriz de Sant’Ana, atual Praça Dr. Augusto Silva. Os liberais derrotados se refugiaram ou foram presos, sendo posteriormente anistiados pelo governo imperial.
O final do Século XIX e início do Século XX foi um momento de rápido desenvolvimento em Lavras, a começar pelas novas ligações fluviais e ferroviárias criadas. Em 18 de dezembro de 1880 foi inaugurada a navegação fluvial de 208 km entre os portos de Ribeirão Vermelho (município de Lavras) e de Capetinga (município de Piumhi), feita pelo barco a vapor “Dr. Jorge”. Em 14 de abril de 1888 a Estrada de Ferro Oeste de Minas era inaugurada a primeira estação em Ribeirão Vermelho, e em 1.º de abril de 1895 inaugurava-se a estação na cidade de Lavras. Mais tarde, em 1911, seria criado uma linha de bondes, sendo Lavras uma das poucas cidades do interior do Brasil a possuir esse sistema de transporte.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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