Lima Duarte – Maquinário e Equipamento da Cervejaria “Genuína”
O Maquinário e Equipamento da Cervejaria “Genuína” foram tombados pela Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Lima Duarte-MG
Nome atribuído: Maquinário e equipamento da Cervejaria “Genuína”
Localização: R. José de Sales, nº 16 – Centro – Lima Duarte-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 05/1997
Descrição: A economia primitiva de Lima Duarte girou em torno da exploração do ouro que existiu em abundância em serras e ribeiros. Extinto o ouro, nas primeiras décadas do século XIX, dedicou-se à população à agricultura e à pecuária, erguendo numerosos engenhos e solares rurais, os antigos “sobrados” coloniais, berço das mais tradicionais e ilustres famílias limaduartinas, sedes que constituíam um núcleo urbano com funções de civilização e solidariedade. Escreve Vicente Tapajós, “… As fazendas muito distantes uma das outras, insulavam os lavradores. A vida rural vem assim predominar sobre a vida urbana. A propriedade territorial era o centro de gravitação do mundo colonial.”.
O comércio recebia a visita de viajantes e tropas de Juiz de Fora, Barbacena, Bom Jardim, Rio Preto, Andrelândia e outras cidades, mantendo intercambio com outras localidades de Minas; para o sul, com destino à Estação de Desengano (hoje Barão de Juparanã), em demanda ao Rio de Janeiro caminhavam as tropas, transportando léguas e léguas, os nossos produtos: toucinho, carnes, óleos vegetais, couros, cereais, frutas e madeiras.
Desse modo progredia a economia do município ligada à agropecuária, mas preparando-se para a industrialização.
Em 1900 o Padre Pedro Nogueira e o Capitão João de Deus Duque Neto fundaram uma sociedade fabril para explorar a indústria de laticínios. Era uma das primeiras fábricas de laticínios de Minas Gerais. Essa indústria ficava situada na Rua José Virgílio, na Chácara Recanto dos Duques.
Logo no início do século também foi instalada a firma Jong &Cia. Ltda., que até hoje continua em atividade.
Também em 1900, o Sr. Antônio Ribeiro de Paiva prometia para breve a inauguração de uma Fábrica de Cerveja “Genuína” de propriedade de Antônio Giordano, Joaquim Rodrigues Moreira e Bernardo Meneghini. Grandes festividades marcaram o acontecimento, fazendo-se ouvir na ocasião o eloqüente Capitão Francisco de Paula Senra, advogado do fórum; Capitão Benedito Vitório e, em nome dos operários José Morrone. Tinha como fabricante Pedro Scheffer.
Esta cervejaria ficava situada a Rua 15 de Novembro, hoje Antônio Carlos. No início dos anos 20, a propriedade passou para a família Alves e Ribeiro e foi transferido para a Rua José de Salles n°16, e o cervejeiro, um alemão de sobrenome Loacher, tendo funcionado até o princípio dos anos 30. Sua produção era escoada para o sul de Minas e para Juiz de Fora em lombo de burros. A fábrica foi extinta porque nessa época já começava aparecer à produção de cerveja mecanizada, enquanto que a Genuína ainda era de processo bastante artesanal não agüentando a concorrência e, ainda, o sumiço do cervejeiro, o único que conhecia a fórmula e que, provavelmente, recebeu uma melhor oferta de trabalho. Segundo depoimento do Dr. Dermerval de Paiva, o alemão Loacher teria levado a fórmula para o Rio de Janeiro e a vendeu a uma importante fábrica de cerveja, que se instalava.
O maquinário da Cervejaria Genuína veio de Hamburg, na Alemanha e de marca “Breymann & HÜbener”. Estão guardados na Rua José de Salles n°16, e são de propriedade de Márcio Ulysses de Paiva.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Lima Duarte teve, provavelmente, a mesma origem da maioria das cidades mineiras: um grupo de colonos se estabeleceu a beira das estradas que davam para as minerações aí se formou um pequeno núcleo colonial ao redor de uma capelinha que a fé dos nossos antepassados se apressava em erguer. Sua primeira denominação foi Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe, e a origem deste nome se deve a Santa padroeira da primeira capelinha de Nossa Senhora das Dores, mais o fato de ser o município banhado pelo rio do Peixe. Passou a ser chamado mais tarde ?LIMA DUARTE? , em homenagem a um médico e político barbacenense, que muito contribuiu para a emancipação do município, e se chamava José Rodrigues de Lima Duarte.
Conta-se que, em 1781, corria o boato de que no rio do Peixe haviam-se descoberto faisqueiros de bom rendimento, fazendo-se extrativos pela Ibitipoca, apesar da proibição por parte do Governo. Foi apurada a veracidade dom fato, e tendo o próprio governador percorrido a área comentada, foi recebido no nascente arraial do Rio do Peixe com festividades, aproveitando os moradores para lhe pedirem terras de cultura. Reconhecendo a inutilidade das proibições feitas, resolveu o governador permitir se cultivassem aquelas matas e o arraial passou a crescer. A paróquia foi criada em 1881, sendo então dada a denominação de Vila do Rio do Peixe a sede que, ao ser elevada à cidade em 1884, recebeu o nome que conserva ainda até hoje. O primitivo distrito de Rio do Peixe foi criado em 1839 e elevado a freguesia 20 anos depois, em 1859.
Fonte: IBGE.
FOTOS:
- Imagem: Prefeitura Municipal
- Imagem: Prefeitura Municipal
MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Prefeitura Municipal



