Luminárias – Imagem de Nossa Senhora do Carmo


Imagem: UFSJ

A Imagem de Nossa Senhora do Carmo foi tombada pela Prefeitura Municipal de Luminárias-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Luminárias-MG
Nome atribuído: Imagem de Nossa Senhora do Carmo
Outros Nomes: Imagem de madeira de Nossa Senhora do Carmo
Localização: Luminárias-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 008/2006
Inscrição no Livro do Tombo: Inscrição n° 005

Descrição: A festa da padroeira do município de Luminárias – Nossa Sra. do Carmo – ocorre no dia 16 de julho, sendo precedida de ladainhas e novena preparatória que se inicia no dia 7. Uma semana antes, ocorre a “carrada”- mudança temporária das famílias rurais para o povoado, por meio dos carros-de-boi, trazendo pertences, com o objetivo de acompanhar as festividades.
As festividades – organizada por uma comissão eleita pelo Conselho Pastoral Paroquial – ocorrem, atualmente, na Igreja matriz construída no séc. XX, ficando sua capela original, de 1798, destinada a pequenas celebrações. Durante esses dias da novena, cujas liturgias são de responsabilidade de cada grupo, bairros e comunidades, acontece missa diariamente. Conforme acontece com outras paróquias, nos dias que antecedem a festa, a imagem da padroeira visita localidades rurais vizinhas: Cachoeira, Mata-Boi, Canavial e Vau, Lage, Córrego das Pedras, Campo do Meio, Fazenda Floresta e Fazendinha. A imagem é recebida com júbilo, jogos e celebração de missa.
O dia 15 é dedicado ao município, sendo realizadas atividades cívicas pela manhã, que consistem em hasteamento da bandeira, carreata (procissão com automóveis), transformando a imagem de São Cristóvão e participação das autoridades civis e militares. O dia da padroeira inaugura-se com a alvorada festiva, acompanhada com a Banda Carmelita Luminarense. Às 10h ocorre a missa concelebrada pelos padres de forania, presidida pelo bispo diocesano. O ponto alto das festividades acontece às 19h, como a procissão luminosa – que dá nome a cidade – até o palanque em que é celebrada a missa, sermão e coroação de N. Sra., com ampla participação dos fiéis. Há bênção dos animais, enfermos, água, sementes, sal, terras, grãos, seguido de rifas e leilão.
Fonte: UFSJ.

Histórico do município: […] o início dos pequenos grupos populacionais da região se deram antes de 1750 , como comprovação podemos citar a Fazenda dos Monjolos, situada a 5Km da cidade, que existe até hoje e foi encontrada em citações de documentos de 1750. Os dois austríacos, Spix e Von Martius, chegaram ao Brasil em 1817 para as núpcias da Arquiduquesa da Áustria com o Príncipe D. Pedro e entraram na história luminarense, pois detalharam a passagem que fizeram por estas bandas. Conta-se que Luminárias recebeu essa denominação em virtude de sua proximidade com a Serra das Luminárias, que segundo contam os mais antigos, apareciam pontos luminosos nessa serra, de origem desconhecida até hoje. Alguns dizem que eram pedras preciosas que reluziam na serra, outros que eram as águas que batiam nas pedras e refletiam e tem até mesmo os que supõem que fossem OVNIs.
O fenômeno era conhecido desde tempos remotos, pois relatos ouvidos de índios que habitavam a região bem antes da chegada dos colonizadores, em meados dos anos 1600, consideravam as luzes como uma manifestação sobrenatural. Nativos, colonizadores, bandeirantes, milhares de tropeiros, fazendeiros e os moradores da cidade – todos testemunharam, no passar dos séculos, as mesmas estranhas luzes brilharem e se movimentarem no alto da serra durante quase toda a noite. À falta de melhor definição para aqueles fortes pontos brilhantes, os primeiros colonos diziam que “pareciam luminárias” e por isto as montanhas ficaram conhecidas como Serra das Luminárias.
Quase dois séculos depois, em 1798, o povoado invocou a proteção de Nossa Senhora do Carmo, adotando o nome de Carmo das Luminárias e depois simplesmente Luminárias, como é chamada até hoje. A cidade de Luminárias provavelmente é o caso mais antigo (séc. 16) de relatos de aparição de OVNIs no Brasil e talvez a única cidade do mundo que deve seu nome a eles. Outra versão que existe para explicar o nome de Luminárias está ligada a festas e comemorações, mas que nao tem a mesma força entre a população, é a de que uma antiga moradora, Dona Maria José do Espírito, costumava realizar muitas festas religiosas e as mesmas eram iluminadas por luminárias feitas de papel, o que atraía a atenção de moradores de toda a região.
Conta-se que as luminárias também eram utilizadas para iluminar os caminhos por onde passavam as procissões que aconteciam a noite. A formação do núcleo populacional deu-se a partir da construção de uma pequena capela, conhecida como Igreja Velha, por Dona Maria José do Espírito em 1798, onde celebravam-se ofícios religiosos para sua família e circunvizinhança. Posteriormente, Francisco da Silva Pinto doou uma parte de um terreno próximo a capela para a construção do patrimônio da povoação, originando o que hoje é a cidade de Luminárias.
Em 1840, Luminárias foi constituída Distrito de Lavras do Funil, sobre a denominação de Carmo das Luminárias. Em 1846 o Distrito foi suprimido pela Lei nº 288, entretanto em 31/05/1850, foi restaurado como Distrito de Lavras do Funil, pela Lei nº 472, §4 do Artigo 20. Em 03 de julho de 1857, através da Lei nº 805, foi elevado à categoria de Freguesia, com a denominação de Freguesia de Nossa Senhora do Carmo das Luminárias. Em 31/12/1943, desmembrou-se do Município de Lavras e passou a Distrito de Itumirim, pelo Decreto Lei Estadual nº 1.058. Teve sua emancipação política e administrativa através da Lei 336 de 27 de Dezembro de 1948, tendo como Governador o Sr. Milton Soares Campos, que nomeou como Intendente, a quem competia instalar e organizar o município, o Sr. Atanael Moura Maia, no dia 01 de Janeiro de 1949.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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