Manhuaçu – Ponte dos Arcos
A Ponte dos Arcos foi tombada pela Prefeitura Municipal de Manhuaçu-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Manhuaçu-MG
Nome atribuído: Ponte dos Arcos
Localização: Encontro da R. Júlio Bueno com a R. Joaquim Serafim – Bairros Santo Antônio e Santa Luzia – Manhuaçu-MG
Decreto de Tombamento: Deliberação 192/2018
Dossiê de Tombamento
Descrição: Com nome oficial de ponte Dr. Cordovil Pinto Coelho, a obra está sendo reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural de Manhuaçu, a partir de esforços conjuntos entre o COMPAC (Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Artístico e Cultural) e a Secretaria M. de Cultura e Turismo. Outras edificações antigas da cidade também estão passando por este processo de reconhecimento.
Ponte dos Arcos é revitalizada pela Prefeitura e é tombada como Patrimônio Histórico
De acordo com os registros históricos, a ponte teve sua construção iniciada ainda na gestão de Dr. Cordovil Pinto Coelho (o que motivou a homenagem anos mais tarde), entre os anos 1923-1926. No entanto, a inauguração oficial ocorreu somente em 29/01/1928, quando o município era governado pelo também saudoso Dr. Alcino Salazar.
Ponte dos Arcos é revitalizada pela Prefeitura e é tombada como Patrimônio Histórico
Em razão da pouca disponibilidade de cimento na época, houve a necessidade de importação do material da Inglaterra. A partir de então, a Ponte dos Arcos ou Ponte Cimento foi uma das primeiras pontes em arcos no Brasil em física invertida, ou seja, não existem pilares, sendo sustentada pelos arcos. A tecnologia alemã e inglesa era considerada muito avançada para a época.
Os responsáveis pelo projeto e execução da ponte foram o engenheiro Rudolph Hanslim e o técnico Emilio Conde, especialistas em cimento armado.
De acordo com o livro Coisas do Rio Grande, de autoria do Professor Núbio Argentino Batista, décadas mais tarde, no começo dos anos 1970, o então Prefeito Dr. Jorge Said Chequer (in memoriam) solicitou vistoria das condições de segurança da ponte, considerando o intenso fluxo de veículos que Manhuaçu já experimentava. Na ocasião, em reconhecimento aos esforços de Dr. Cordovil, a Câmara de Vereadores aprovou a Lei que instituiu a denominação oficial de Ponte Dr. Cordovil Pinto Coelho àquela estrutura.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Historiadores compreendem que o significado do nome Manhuaçu, na linguagem Tupi, significa ‘rio grande’ ou ‘lugar de muita água’.
Com o fim do ciclo do ouro na região, a maior riqueza do município tornou-se o café. A cidade é referência nacional no cultivo do grão e o tem como principal cultura aliado à sua economia. Atualmente, o município se consolida como polo econômico de prestação de serviços e oferece a melhor infraestrutura hoteleira para turismo da região Vertente do Caparaó.
Conforme o último censo do IBGE, a população do município é de 80.580 habitantes (em 2000, havia 67.123 pessoas), com território de 627,281 km². Distante 290 km da capital Belo Horizonte, a cidade possui altitude de 635 m e ponto culminante de 1730 m. O município está inserido na bacia do rio Doce, sendo banhado pelo rio Manhuaçu.
Além da sede, o município é composto pelos distritos de Dom Corrêa, São Sebastião do Sacramento, Vilanova, Realeza, Ponte do Silva, São Pedro do Avaí, Palmeiras do Manhuaçu e Santo Amaro de Minas, com as vilas de Palmeirinhas, Vila Formosa e Bom Jesus de Realeza.
A freguesia de Manhuaçu foi criada em 1875 e instituída em 1878, enquanto o município foi criado em 5 de novembro de 1877. Sua sede inicialmente foi em São Simão (hoje Simonésia) e transferida para a Vila de São Lourenço em 1881.
Após perder as eleições de modo considerado fraudulento, o Coronel Serafim Tibúrcio e seu companheiro Coronel Antônio de Miranda Sette pegaram em armas, em 1896, proclamando a República de Manhuaçu, inclusive emitindo títulos de crédito em nome da Fábrica de Pilação de Café e nomeando autoridades. Com o apoio das forças federais, o levante foi derrubado e os revoltosos fugiram pelo vale do Manhuaçu, fundando pequenos povoados como Alegria de Simonésia e até alguns no Estado do Espírito Santo.
Manhuassu teve sua grafia alterada para Manhuaçu, pela nº 336, de 27 de Dezembro de 1948.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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