Monte Alegre de Minas – Monumento aos Retirantes de Laguna


Imagem: Ipac

O Monumento aos Retirantes de Laguna, em Monte Alegre de Minas-MG, é uma homenagem a cinco soldados retirantes da batalha de Laguna, que ali pereceram de varíola, em 1867.

Prefeitura Municipal de Monte Alegre de Minas-MG
Nome atribuído: Monumento aos Retirantes de Laguna
Outros Nomes: Monumento aos Heróis de Laguna
Localização: Monte Alegre de Minas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 2966/1999
Patrimônio Arqueológico

Descrição: Uma comitiva de soldados retirantes da batalha de Laguna na Guerra do Paraguai, em 1867, ao passar pelo local onde hoje se situa o município de Monte Alegre de Minas teve cinco baixas provenientes da varíola. Estes cinco soldados foram enterrados próximo às margens do ribeirão Monte Alegre onde hoje se localiza o Monumento aos Heróicos Retirantes de Laguna. O lugar é conhecido pela população local como Bexiguento, uma vez que a varíola era conhecida também com nome de bexiga.
Em 1979, o governo municipal ali construiu um monumento que conta a história daqueles soldados que ali estão sepultados, reconhecido pelas Forças Armadas Brasileiras como local de honras militares.
O Monumento aos Heróis de Laguna é composto pelo Cemitério dos Bexiguentos e ao lado o Monumento em homenagem aos soldados ali sepultados.
O Cemitério dos Bexiguentos, o verdadeiro marco da passagem dos Heróicos Voluntários da Pátria, é representado por uma cruz e algumas estacas de aroeira fincadas no chão, formando um quadrado de 6 m² (IPAC 01/2006 – Patrimônio Arqueológico).
Fonte: Iphan.

Histórico do município: Mais ou menos no início do século XIX, em 1820 possivelmente, pelas terras onde hoje se localiza o município de Monte Alegre de Minas passava uma picada, ligando as terras de São Paulo com as de Goiás.
Diz-se que uma família cujo chefe era Martins Pereira, em trânsito para Goiás, teve um dos seus membros seriamente enfermo, o que o obrigou a permanência no local.
Fervorosos devotos de São Francisco de Chagas, fizeram ao Santo a promessa de doarem uma gleba de terras para fundação de uma Igreja em sua honra, caso obtivesse a cura do familiar doente.
Alcançada a graça, cumpriram a promessa feita, com a colaboração de duas outras famílias: os Gonçalves da Costa e os Martins de Sá.
Fundou-se dessa forma o arraial que recebeu o nome de Monte Alegre, visto encontrar-se no alto de um monte com vistas excelentes.
A Paróquia tem por orago, São Francisco de Chagas.
Fonte: IBGE.

MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Iphan


6 comments

      1. Pelo mapa o local é esse mesmo, mas não consegui entrar porque existe uma porteira fechada centenas de metros antes de se chegar ao local. Parece ser propriedade particular. Placas bem sinalizadas e atrativas na rodovia, aí você entra na estrada de terra para visitar o cemitério/monumento, avança pela estrada e se depara com a porteira. Que vexame! Que descaso! Que falta de presença do Estado Brasileiro, através do IPHAN!

  1. Me lembro quando eu era criança, que meu pai me levava lá para ver o monumento, fui umas 3 vezes neste local, e lembro que ficava ao lado de onde o Exercito fazia treinamentos.
    Lembro que ficava perto da Cidade de Monte Alegre, mas na área rural, próximo a rodovia.

  2. José Marcio de Melo |

    Conheço muito bem essa história. Sou um descendente do homem que veio comandando esse resto de tropa da Retirada da Laguna. Foi um tenente, que se auto intitulando médico, conduzia, em sua bagagem, os venenos: tártaro, arsênico e quinino. Tais tóxicos, em doses ínfimas, serviam de remédios. Para não alongar em detalhes, fui informado por meus parentes mais velhos que tal comandante, ele e seu filho, um garoto, mascote do batalhão, NÃO sucumbiram ali, nas proximidades de Monte Alegre de Minas. Viajaram levando a tropa de animais carregados com suprimentos, armas e outros valores arrecadados durante a viagem; segundo alguns relatos, tais valores (dinheiro, ouro etc), foram frutos de saques, praticados durante o trajeto. O tenente e seu rebento atravessaram o rio Paranaíba e se instalaram em terras nas proximidades de Pouso Alto (hoje é Piracanjuba). O velho casou-se, teve grande prole; enquanto o filho, deserdado por não concordar com tal casamento e fixação por ali, pois queria voltar para Salvador, na Bahia, pois de lá é que vieram com o pelotão do Exército, para combate na Guerra do Paraguai. E lá o menino deixara sua mãe, a quem desejava tornar a ver. Terras foram adquiridas ali. Descendentes desse casal e daquele filho, que, ao contrair matrimônio, também teve sua prole, são pessoas dignas, honradas e cristãs.

  3. Placa na rodovia sinaliza o lugar, porém você avança por uma estrada de terra até se deparar com uma porteira fechada. Fica em propriedade particular? Situação vergonhosa para a cidade de Monte Alegre de Minas, para a história do Exército Brasileiro e para a memória desses soldados. Para um país que precisa resgatar seus valores, o lugar deveria ser aberto à visitação 24h por dia com a guarda de soldados. Situação lamentável.

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