Natal – Antigo Liceu Industrial
O Antigo Liceu Industrial, em Natal, é uma construção que data, provavelmente, do início do século XX, do período de criação das Escolas de Aprendizes Artífices em todo o território nacional.
Governo do Rio Grande do Norte
FJA – Fundação José Augusto
Nome Atribuído: Antigo Liceu Industrial
Localização: Av. Rio Branco, n° 743 – Cidade Alta – Natal-RN
Data de Tombamento: 11/05/1999
Descrição: Construído no início do século XX, o prédio foi ocupado, inicialmente, pelo Batalhão de Segurança do Estado. Em 1914, passou a abrigar a Escola de Aprendizes Artífices, instituição que deu origem ao atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte. A edificação é em estilo eclético, com frontão neocolonial. Internamente, cabe destacar o piso em ladrilho hidráulico e as bandeiras das portas, com motivos florais. O prédio abriga, além da instituição de ensino, uma galeria de arte, o Museu do Brinquedo e o Memorial do IFRN, abertos à visitação com guiamento. O prédio foi tombado pelo Governo Estadual em 1999.
Fonte: Costa, Amaral.
Information – IFRN Building – Natal Cidade Alta Campus: Built in the ea ly twentieth century, the building was occupied initially by the State Security Battalion. In 1914, it housed the School for Craftsmen, an institution that gave rise to the current Federal Institute of Education, Science and Technology of Rio Grande do Norte (IFRN). The building is in eclectic style with neo-colonial pediment. Internally, it is worth noting the hydraulic tile flooring and the flags of the doors, with floral motifs. The building houses, in addition to the educational institution, an art gallery, the Toy Museum and Memorial of the IFRN, open for visitation with guidance. The building was preserved by the State Government in 1999.
Source: Costa, Amaral.
Descrição: Atual Instituto Federal de Ciência Educação e Tecnologia do Rio Grande do Norte. A construção data, provavelmente, do início do século XX. Em 1909, o Presidente da República, Nilo Peçanha, criou as Escolas de Aprendizes Artífices em todo o território nacional, oficialmente instalado no prédio do Antigo Liceu Industrial, em 1910. De expressivo valor arquitetônico, após ampla restauração que contribuiu para a requalificação do Centro Histórico de Natal, o imponente edifício voltou à sua função educacional.
Fonte: Iphan.
Descrição: Em 1909, o Presidente da República, Nilo Peçanha, criou as Escolas de Aprendizes Artífices em todo o território nacional através do decreto n° 7.566. No dia 4 de dezembro do mesmo ano, foi nomeado por decreto do Governo Federal, o Dr. Sebastião Fernandes de Oliveira para diretor da Escola de Aprendizes Artífices do Estado do Rio Grande do Norte. O desembargador Sebastião Fernandes, jurista, humanista e poeta, nasceu em Natal a 11 de
março de 1880. Recebeu o grau de bacharel pela Faculdade de Direito do Recife, em 17 de março de 1902. Exerceu o cargo de promotor em duas comarcas do Rio Grande do Norte, além de assumir interinamente a Função de Procurador Geral do Estado, em 1907. Em seguida, assumiu legalmente o cargo de diretor da Escola de Aprendizes e Artífices no nosso Estado, em 30 de dezembro de 1909.
Em 10 de janeiro de 1910, instalou-se oficialmente no Estado o novo estabelecimento de ensino que tinha por objetivo ministrar aulas de instrução primária e profissional à infância desvalida. A princípio, a escola instalou-se no antigo Hospital da Caridade, na Rua Presidente Passos, hoje Casa do Estudante. Foram colocadas em atividade, inicialmente, cinco oficinas: marcenaria, sapataria, alfaiataria, serralharia e funilaria, em regime de semi-internato. Em 1914, com a transferência do Batalhão de Segurança para o prédio da Presidente Passos, a Escola já com a denominação de Liceu Industrial, passou ocupar o prédio que servia de quartel, na Avenida Rio Branco.
Em 1942, foi promulgada a lei orgânica do ensino industrial e o Liceu passou a ser denominado Escola Industrial de Natal. No dia 11 de março de 1967, foi inaugurado o novo prédio da Escola Industrial, na Av. Salgado Filho, n° 1.559. Naquele mesmo dia, o antigo prédio da Avenida Rio Branco, o qual abrigou a escola por mais de 50 anos, foi desocupado e, posteriormente, incorporado ao patrimônio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Segue junto a esse histórico, uma análise técnica, elaborado em 1993, igualmente produzida pela arquiteta Jeanne Fonsêca Leite Nesi.
O prédio do Antigo Liceu de Natal está localizado na avenida Rio Branco, n° 743, no bairro da Cidade Alta. Foi construído provavelmente no início do século atual. O edifício já serviu de quartel e de escola e hoje encontra-se parcialmente desocupado. Atualmente, o prédio mantém algumas de suas dependências ocupadas por um anexo de um dos departamentos da UFRN, pela FEB e lojas de artesanato.
Trata-se de uma estrutura de expressivo valor arquitetônico, implantado no alinhamento da rua. Construído em forma de U, desenvolve-se em dois pavimentos, possuindo uma fachada sóbria de concepção simétrica. O edifício possui um pórtico de entrada com uma grande porta em arco pleno, superposta por uma sacada e coroada por um frontão. A porta de acesso é acompanhada por 14 janelas ao nível do térreo e de igual número no pavimento superior, sendo todas em vãos de vergas retas. A porta de acesso leva a um hall de entrada, onde se desenrola uma imponente escadaria, a mesma com um belo guarda-corpo de ferro. A construção ainda mantém o antigo assoalho de madeira de lei e mosaicos de bom padrão no piso de alguns de seus anexos. O prédio foi construído com o pé-direito muito alto e ainda preserva algumas de suas portas originais. Estas são de madeira pintada com belas bandeiras trabalhadas com motivos florais.
Fonte: Andrezza Silva de Lima.
Histórico do município: Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.
Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.
Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Imagem: UFRN
- 1914 Imagem: UFRN
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Andrezza Silva de Lima
Costa, Amaral



