Natal – Grande Hotel


Imagem: Costa, Amaral

O Grande Hotel, em Natal, foi tombado pela Fundação José Augusto por sua importância cultural para o Estado do Rio Grande do Norte.

Governo do Rio Grande do Norte
FJA – Fundação José Augusto
Nome Atribuído: Grande Hotel
Localização: Av. Duque de Caxias, n° 151 – Ribeira – Natal-RN
Data de Tombamento: 07/12/2004

Descrição: Foi verdadeiramente o primeiro “grande hotel” em uma cidade que tinha apenas hospedarias mais modestas. Inaugurado em 1939, teve como hóspedes militares norte-americanos que vinham servir em Parnamirim Field (base americana durante a Segunda Guerra Mundial). Foi ainda local de moradia tanto de militares, quanto de pessoas mais abastadas que vinham morar na cidade com sua família. Recebeu políticos importantes, como Juscelino Kubitschek, artistas como os cantores Orlando Silva e Nelson Gonçalves, e a escritora Clarice Lispector. O Grande Hotel era um local de diversão da cidade, com orquestras e bailes à noite e festas durante o carnaval. Em seu restaurante, eram oferecidos banquetes, muitas vezes de cunho político. No local, hoje funcionam diversos Juizados Especiais Cíveis do RN.
Fonte: Costa, Amaral.

Information – Grand Hotel: It was truly the first “grand hotel” in a city that had only modest lodgings. Opened in 1939, it had guests such as U.S. troops who came to serve in Parnamirim Field (American base during World War II). It also served as a place of residence for both military and wealthy people who came to live in the city with their families. It received important politicians, such as Juscelino Kubitschek, artists and singers like Orlando Silva and Nelson Gonçalves, and the writer Clarice Lispector. The Grand Hotel was a place of fun in the city, with orchestras and balls at night and during carnival festivities. In its restaurant, banquets were offered, often of a political nature. On the site, it currently works several Special Civil Courts of RN.
Source: Costa, Amaral.

Histórico do município: Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.
Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.
Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.
Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Costa, Amaral


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