Nova Trento – Capela de Vígolo


Imagem: Prefeitura Municipal

A Capela de Vígolo em Nova Trento-SC foi tombada por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Nova Trento-SC
Nome Atribuído: Capela de Vígolo
Outros Nomes: Capela Nossa Senhora de Lourdes
Localização: Bairro de Vígolo – Nova Trento-SC
Resolução de Tombamento: Decreto n° 25/1992, de 30 de abril de 1992
Observação: Segundo o decreto de tombamento, o tombamento inclui os monumentos históricos e as obras de arte existentes dentro do bem tombado.

Descrição: Mais de 70 mil pessoas visitam todos os meses o complexo religioso. O movimento intensifica-se no segundo domingo de julho, dedicado à Santa Paulina, e nas demais datas consagradas pela Igreja e pelo próprio Santuário. Nestes dias, os romeiros rezam junto à fonte natural próxima ao santuário e fazem orações nos muitos monumentos em sua homenagem. A imigrante trentina-italiana, Amábile Lucia Visintainer chegou à região com seus pais, em 1875. Aos 25 anos, ela deixa a família. Convencida de sua vocação, cria a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, adotando o nome de Irmã Paulina. Em 1903, já Madre, muda-se para São Paulo e ali funda várias casas assistenciais. Na mesma cidade, morre cega e sem um braço em 1942, aos 77 anos. Seu primeiro milagre – a cura de uma gestante que sofreu hemorragia ao retirar o feto morto – foi confirmado pelo vaticano em 1966. Toda a trajetória de Santa Paulina é contada nos muitos pontos que compõem o complexo. A Capela Nossa Senhora de Lourdes, construída em estilo colonial, era zelada por Amábile. O casebre com telhado de palha, réplica do local onde Santa Paulina cuidou de uma cancerosa, é o local preferido dos visitantes. No engenho, a futura santa trabalhou em sua adolescência. O local abriga também o Museu Colonial, com ferramentas e equipamentos usados pelos imigrantes, a Casa das Graças, entre outros atrativos.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A história do município de Nova Trento inicia muito tempo antes da chegada dos primeiros imigrantes trentino-italianos, provenientes da região norte da Itália, a partir de 1875. No período de 1834 e 1838, esta região do Vale do Rio Tijucas havia sido ocupada por norte-americanos, com a intenção de explorar a madeira abundante do local. Uma serraria foi montada próximo ao atual centro da cidade, aproveitando-se a correnteza do Ribeirão Alferes, Braço do Rio Tijucas-Grande. Christóvão Bonsfield, negociante estabelecido em Nossa Senhora do Desterro, foi o grande propulsor do negócio. Porém, anos depois, foi abandonado, devido às dificuldades encontradas. Suas propriedades passaram depois a Pedro Kohn, que na formação da colônia Nova Trento foram vendidas ao Governo Provincial.

Anos mais tarde, a partir de 1875, começam a chegar os primeiros grupos de imigrantes trentino-italianos. Eles deixaram para trás um período de crise, fome, miséria e desesperança, na qual a Europa passava. O momento coincidiu com a vontade governamental brasileira de povoar as terras localizadas ao sul. Aliciados pelas companhias de imigração, os imigrantes aportaram no Brasil com a promessa de encontrar uma terra “onde se plantando tudo dá”, rios e riachos em abundância, moradia e trabalho remunerado.

Do porto de Itajaí, os imigrantes foram deslocados para regiões de mata virgem, sem boas condições de comunicação. O grupo dos primeiros imigrantes, cerca de 20 famílias originárias da Valsugana, no Alto Vale do Brenta, no Trentino e de Monza, se estabeleceram a 16 quilômetros da atual Nova Trento. Abriu-se uma picada na linha Pomerânica (por Brusque), até a linha Tirol, e nos lotes marginais foram estabelecendo as famílias. Ao invés de terrenos limpos, mata fechada, insetos, animais que desconheciam e os índios (os bugres), os primeiros habitantes desta localidade.

Em 1876, famílias inteiras estavam estabelecidas nas colônias Itajaí e Príncipe Dom Pedro. A emigração intensificou-se nos anos seguintes, inclusive com a vinda de alemães, poloneses e outros povos europeus. Até 1880, estima-se que 11 mil pessoas tenham sido instaladas na colônia.

Em 18 de março de 1881, o Decreto nº 8455 emancipou as colônias da região, inclusive aquela a que Nova Trento pertencia. Em dois de janeiro de 1884 foi criado o Distrito Policial de Nova Trento, tendo como primeiro subdelegado de polícia, Hipólito Boiteux. Em quatro de abril de 1884, o Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa, presidente da Província de Santa Catarina, sancionou a Lei nº 1074, criando a freguesia e o Distrito de Paz de Nova Trento, sendo nomeado escrivão, Crispim José Martins.

Em oito de agosto de 1892, através da Lei Provincial promulgada pelo presidente da província, Tenente Joaquim Machado, Nova Trento tornou-se município. Em 21 de dezembro de 1892, foi criado o Conselho Municipal para dirigir o município até as suas primeiras eleições, que ocorreram somente em 1894 com o voto indireto, elegendo Henrique Boiteux, primeiro prefeito.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Conjunto das Capelas e Oratórios do Município de Nova Trento-RS
Nova Trento – Capela de Vígolo
Nova Trento – Capela de Nossa Senhora do Bom Socorro
Nova Trento – Oratório de Santa Ágata
Nova Trento – Oratório de Santo Antonim
Nova Trento – Oratório de São Roque
Nova Trento – Oratório de Santa Luzia
Nova Trento – Oratório de São José
Nova Trento – Oratório de Cristo Rei
Nova Trento – Oratório de Bom Jesus de Iguape

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