Nova Trento – Terras do Morro da Cruz
As Terras do Morro da Cruz em Nova Trento-SC foram tombadas por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Nova Trento-SC
Nome Atribuído: Terras do Morro da Cruz
Localização: Morro da Cruz – Nova Trento-SC
Resolução de Tombamento: Decreto n° 07/1991, de 16 de agosto de 1991
Descrição: As terras consideradas Patrimônio de Preservação Permanente deste município têm como eixo central o Marco aerotécnico do Ministério da Aeronáutica, com base em Curitiba-PR, fixado no centro do terceiro lance da escada que conduz ao topo da Igeja do Morro da Cruz. Possui uma circunferência de 1.000 metros de raio.
Fonte: Decreto de Tombamento.
Descrição: –
Fonte: –
Histórico do município: A história do município de Nova Trento inicia muito tempo antes da chegada dos primeiros imigrantes trentino-italianos, provenientes da região norte da Itália, a partir de 1875. No período de 1834 e 1838, esta região do Vale do Rio Tijucas havia sido ocupada por norte-americanos, com a intenção de explorar a madeira abundante do local. Uma serraria foi montada próximo ao atual centro da cidade, aproveitando-se a correnteza do Ribeirão Alferes, Braço do Rio Tijucas-Grande. Christóvão Bonsfield, negociante estabelecido em Nossa Senhora do Desterro, foi o grande propulsor do negócio. Porém, anos depois, foi abandonado, devido às dificuldades encontradas. Suas propriedades passaram depois a Pedro Kohn, que na formação da colônia Nova Trento foram vendidas ao Governo Provincial.
Anos mais tarde, a partir de 1875, começam a chegar os primeiros grupos de imigrantes trentino-italianos. Eles deixaram para trás um período de crise, fome, miséria e desesperança, na qual a Europa passava. O momento coincidiu com a vontade governamental brasileira de povoar as terras localizadas ao sul. Aliciados pelas companhias de imigração, os imigrantes aportaram no Brasil com a promessa de encontrar uma terra “onde se plantando tudo dá”, rios e riachos em abundância, moradia e trabalho remunerado.
Do porto de Itajaí, os imigrantes foram deslocados para regiões de mata virgem, sem boas condições de comunicação. O grupo dos primeiros imigrantes, cerca de 20 famílias originárias da Valsugana, no Alto Vale do Brenta, no Trentino e de Monza, se estabeleceram a 16 quilômetros da atual Nova Trento. Abriu-se uma picada na linha Pomerânica (por Brusque), até a linha Tirol, e nos lotes marginais foram estabelecendo as famílias. Ao invés de terrenos limpos, mata fechada, insetos, animais que desconheciam e os índios (os bugres), os primeiros habitantes desta localidade.
Em 1876, famílias inteiras estavam estabelecidas nas colônias Itajaí e Príncipe Dom Pedro. A emigração intensificou-se nos anos seguintes, inclusive com a vinda de alemães, poloneses e outros povos europeus. Até 1880, estima-se que 11 mil pessoas tenham sido instaladas na colônia.
Em 18 de março de 1881, o Decreto nº 8455 emancipou as colônias da região, inclusive aquela a que Nova Trento pertencia. Em dois de janeiro de 1884 foi criado o Distrito Policial de Nova Trento, tendo como primeiro subdelegado de polícia, Hipólito Boiteux. Em quatro de abril de 1884, o Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa, presidente da Província de Santa Catarina, sancionou a Lei nº 1074, criando a freguesia e o Distrito de Paz de Nova Trento, sendo nomeado escrivão, Crispim José Martins.
Em oito de agosto de 1892, através da Lei Provincial promulgada pelo presidente da província, Tenente Joaquim Machado, Nova Trento tornou-se município. Em 21 de dezembro de 1892, foi criado o Conselho Municipal para dirigir o município até as suas primeiras eleições, que ocorreram somente em 1894 com o voto indireto, elegendo Henrique Boiteux, primeiro prefeito.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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