Paraguaçu – E. M. Luiz de Melo Viana Sobrinho


Imagem: Prefeitura Municipal

A E. M. Luiz de Melo Viana Sobrinho foi tombada pela Prefeitura Municipal de Paraguaçu-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Paraguaçu-MG
Nome atribuído: Escola Municipal Luiz de Melo Viana Sobrinho (ex FEDEOP)
Localização: Av. Dom Bosco, nº 342 – Paraguaçu-MG

Descrição: O histórico do bem nos remete aos idos de 1941, quando então por iniciativa das Irmãs da Divina Providência, começou a ser elevado um educandário que se prestasse ao ensino das mulheres paraguaçuenses. Para o financiamento da obra a entidade religiosa pôde contar com o apoio de uma ilustre figura, o político Oswaldo Costa – paraguaçuense nato que chegou a desempenhar alguns mandatos na câmara federal como deputado –, que por diversas vezes auxiliou na execução de benfeitorias na cidade, seja através da concessão de recursos, seja através do esforço para amealhá-los. Ao que podemos constatar através da matéria veiculada no jornal A Voz, em sua edição de 30 de agosto de 1995, o Sr. Oswaldo Costa foi um dos principais colaboradores, sendo referido no artigo como o “alicerce financeiro” sobre o qual estava apoiada a obra. Os trabalhos de construção perduraram até o ano de 1946 quando foi então inaugurado.
Neste primeiro momento buscou atender os objetivos que levaram à idealização do instituto e, sendo assim, prontamente passou a oferecer os cursos primário e normal às moças da cidade. A prefeitura, ao que consta nos registros imobiliários, contribuiu para a obra cedendo o terreno às Irmãs da Divina Providência conforme doação registrada em 15 de dezembro de 1955. E é importante ressaltar que o registro da doação específica que as adquirentes deveriam ter como meta fornecer educação para mulheres. Não se sabe qual foi o artífice ao qual foi designado o projeto da obra, contudo, o educandário sempre foi marcado por seus belos traços, dignos de nota em todos os relatos
a seu respeito.

Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Os índios da tribo “Mandibóias”, que significa “cobra enrolada para o bote”, do grupo tupi-guarani, de nação cataguás, foram os primeiros habitantes do lugar denominado Sertões de São Sebastião, onde futuramente despontaria o Município de Paraguaçu.
Os aborígenes não eram antropófagos, porém, valentes e vingativos, e viviam às margens dos rios Sapucaí e Dourado. A presença dos silvícolas neste lugar foi oficialmente registrada no ano de 1597 por Martim Corrêa de Sá, que percorreu nossa região naquela época, juntamente com Henry Baraway e Antony Kniwet.
Em 1790, foram cedidas duas sesmarias, sendo uma para Agostinho Fernandes de Lima Barata e sua esposa Joana Maria de Oliveira, e outra, ao Capitão Manoel Luiz Ferreira do Prado e sua esposa Tereza Maria de Jesus, ambas localizadas às margens dos rios Sapucaí, Dourado, Machado e do Ribeirão Sossegado, atualmente denominado de Ribeirão do Carmo, onde hoje se constituem as cidades de Paraguaçu e Fama.
O sesmeiro Agostinho Fernandes de Lima Barata, natural de Portugal, da cidade de Góes, Bispado de Coimbra, povoou e cultivou rapidamente suas terras, prestando um dos maiores benefícios ao lugar, ao abrir os caminhos para povoados vizinhos como Elói Mendes (então denominado Morro Preto da Mutuca), Varginha (então denominado Espírito Santo das Catanduvas), Machado (então denominado Santo Antônio do Machado) e Alfenas (Então denominado São José e Dores de Alfenas). Agostinho Barata foi pioneiro ao adquirir e transportar de São Paulo para Paraguaçu-MG a maquinaria destinada à montagem de um engenho em sua propriedade na Fazenda da Mata (atual bairro da Mata), o que consignou enorme evolução da sesmaria pelas grandes lavouras de cana-de-açúcar existentes, pois, somente em 1885 é que a cafeicultura foi introduzida em nosso município.
Em 1805, as terras das sesmarias começaram a ser divididas através das cessões de glebas aos interessados, criando aqui o Curato, por exigência do Juiz de Sesmarias de São João Del Rei, responsável pelas sesmarias da região sul mineira.
O Bispo Dom Mateus de Abreu Pereira, Bispo de São Paulo naquela época, é considerado o edificador da cidade de Paraguaçu pelo seu incondicional apoio e suas exigências quanto à aquisição de terrenos para o patrimônio público, e quanto à construção da capela e do cemitério, para que os habitantes não mais precisassem de realizar batizados, casamentos, sepultamento de seus mortos e missas em Douradinho; decisões pelas quais o lugarejo adquiriu a sua autonomia mínima.
O casal Maria Rosa de São José e Amaro José do Vale doaram as terras necessárias à formação do patrimônio, com a lavratura definitiva da escritura realizada em 17 de outubro de 1825, cuja cópia foi arquivada na Cúria da Diocese de Guaxupé-MG. O Ex-Prefeito Oscar Ferreira Prado , recebeu uma cópia da mencionada escritura de Dom Hugo Bressane de Araújo, Bispo Diocesano da Campanha-MG.
Em 1810 foi iniciada a construção da primeira capela no arraial, onde hoje localiza-se a Igreja de Nossa Senhora da Aparecida.
Texto: Itamar Rodrigues Araújo
Fonte: Prefeitura Municipal.

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