Passa Quatro – Núcleo Histórico Urbano
O Núcleo Histórico Urbano foi tombado pela Prefeitura Municipal de Passa Quatro-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Passa Quatro-MG
Secretaria Municipal de Cultura
Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural (Compac)
Nome atribuído: Núcleo Histórico Urbano (406 unidades)
Localização: Passa Quatro-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 5.110/2008
Descrição: O Núcleo Histórico de Passa Quatro foi tombado em 2008 e representa, de maneira destacada, as memórias da e sobre a cidade ao longo de sua trajetória histórica. Como não se encantar com a ambiência e o perfil geral do centro passaquatrense através de um simples passeio pelas suas ruas? Local vivo do município, onde as pessoas se encontram, resolvem afazeres, trabalham, estudam, divertem, passeiam, participam de manifestações culturais, enfim, um espaço permeado de sentidos e significados pelos seus moradores ou visitantes.
O Centro Histórico é conformado por uma destacada paisagem urbana onde um preservado conjunto de construções ecléticas, entremeadas pelo verde das praças e ruas, seguem o traçado sugerido pela ferrovia construída na virada dos séculos XIX-XX, quando do início da municipalidade. Vias públicas estas que apresentam um calçamento diferenciado de paralelepípedos, alternados artisticamente em pedras claras e escuras, que também mereceram tombamento em 2004.
Diversas práticas culturais se fazem presentes no Núcleo Histórico, tendo destaque o Corpus Christi, que anualmente agrega um saber coletivo que recebeu o título de patrimônio imaterial da cidade: o modo de
fazer os tapetes da festa. Emoldurando esses usos sociais, tem-se a Serra da Mantiqueira, a qual confere uma paisagem singular ao município recheado de histórias.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Remonta ao tempo da bandeira de Fernão Dias Paes Leme em 1674 a origem dessa cidade encravada na Serra da Mantiqueira no sul do Estado de Minas Gerais. Situada logo após um marco geográfico bastante notável na Serra, a Garganta do Embaú, por onde passou a expedição liderada por aquele bandeirante, teve sua localização descrita em documentos que dão origem ao nome da cidade. Consta também expedições de Jacques Felix, fundador de Taubaté, e seu filho de mesmo nome, em expedições anteriores, datadas de 1646, pela região que podem ter dado origem ao povoamento mais antigo. Este caminho ficou conhecido, mais tarde, como Caminho Velho da Estrada Real. No caminho descrito por André João Antonil, consta o nome do Ribeirão do Passatrinta, logo após a descida da serra da Amantiqueira, mas segundo nota de Andrée Mansuy Diniz Silva, o nome atual desse afluente do Rio Verde é Passaquatro, ou Passa Quatro.
A região começou a ser povoada mais ativamente na segunda metade do século XIX após ser elevado a Distrito em 1854, servindo de parada para quem atravessava a Mantiqueira e se dirigia à cidade de Pouso Alto pela Estrada Real (Caminho Velho). Em 1884, a antiga Estrada de Ferro Minas-Rio, construída pelos ingleses, contribuiu decisivamente para aumentar o povoamento e desenvolvimento da região, tendo tido em sua inauguração a presença do governante de então, o Imperador D. Pedro II. Em 1888 é separado de Pouso Alto e emancipado como município de Passa Quatro pela Lei 3.657 de 1° de setembro, passando esse dia a ser feriado municipal em comemoração do Dia da Cidade.
A cidade teve como autor de seu projeto inicial de saneamento e coleta pluvial o engenheiro sanitarista Paulo de Frontin, que hoje dá nome uma das praças da cidade, localizada no largo da estação ferroviária.
Em 1912 a cidade abrigou uma expedição científica internacional que veio estudar a ocorrência de um eclipse solar. Na ocasião, cientistas de diversos países, chefiados pelo astrônomo Henrique Morize, diretor do Observatório Nacional, compareceram junto com uma comitiva presidencial, onde estava o Marechal Hermes da Fonseca, presidente da república. O fenômeno foi pouco observado devido às más condições atmosféricas naquele dia.
Foi palco de dois episódios militares do século XX, as revoluções de 1930 e 1932 (em tal Revolução, atuou como médico no hospital municipal o futuro presidente Juscelino Kubitschek. Em 1941 foi considerada Estância Hidromineral pelas propriedades medicinais de várias de suas fontes de águas óligo-minerais, radioativas na fonte, principalmente devido à grande concentração de radônio e torônio.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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- Imagem: Prefeitura Municipal
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