Patos de Minas – E. E. Marcolino de Barros


Imagem: Google Street View

A E. E. Marcolino de Barros, em Patos de Minas-MG, é uma edificação em estilo eclético, construída na década de 1930.

Prefeitura Municipal de Patos de Minas-MG
Nome atribuído: Escola Estadual Marcolino de Barros
Localização: Av. Getúlio Vargas, nº 367 – Patos de Minas-MG
Ficha

Histórico da edificação: A história que envolve o prédio da Escola Estadual Marcolino de Barros, se reporta aos princípios que nortearam a construção simbólica e imagética da republicana no Brasil. Com base no ideal de um homem civilizado a República brasileira, ao adentrar as primeiras décadas do século XX, teve nos arautos do movimento da “Escola Nova”, os porta-vozes concretos para a disseminação do ideal republicano de civilidade forjado através do ensino, ou seja, através da “Escola”. O primeiro grupo escolar funcionou primeiramente na Praça Dom Eduardo, onde hoje se localiza o “Colégio Nossa Senhora das Graças”. Construído originalmente em formato de “U”, abrigava em separado meninos e meninas, inclusive com entradas diferenciadas para os sexos. O passar do tempo significou, obviamente, a deterioração do edifício e a precariedade do atendimento aos alunos, mas também o investimento vultoso na construção da nova sede. Majestoso, novo “Grupo Escolar Marcolino de Barros”, nomeado em homenagem ao cunhado de Olegário e também homem forte da política local, o advogado baiano Doutor Marcolino de Barros. O prédio do novo grupo escolar, tal qual o da Escola Normal, foi construído durante o governo de Olegário Maciel na presidência de Minas Gerais. Contudo, Olegário faleceu em 1933 antes de ver definitivamente transferido o antigo grupo escolar para a nova sede em 1934.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Edificação em estilo eclético, construída na década de 1930, implantada em posição de destaque na Avenida Getúlio Vargas esquina com Rua Farnese Maciel. Tratase de uma das mais significativas construções da cidade, seja pela importância do educandário, pela importância daqueles que a fizeram construir, seja pela amostragem de arquitetura.
Construída em dois pavimentos, originariamente tinha a implantação no terreno em forma tradicional de edificações escolares de sua época, em “U”. O refeitório e o segundo piso sobre ele é um acréscimo à sua estrutura original. A edificação apresenta-se sobre estrutura de concreto, com paredes superdimensionadas, evidenciando os alicerces, com o ensoleiramento acompanhando a paredes externas, ligeiramente reclinado no primeiro piso, revestimento em reboco frisado imitando aparelho regular. A cobertura Encontra-se recuado do alinhamento, tendo quatro escadas (duas nas laterais, compondo a fachada frontal; uma central ao pátio interno e uma interna, na parte posterior à esquerda). O fechamento do lote é feito por meio de gradis e pilastras de tijolos, originariamente de pequena altura e foram reformadas. Os gradis são de ferro redondo com enfeites de chapas lisas, fazendo redondilho.
As divisas laterais e de fundo e em parte da frente, o fechamento é em muro de alvenaria. A fachada principal tem proporção horizontal, disposição simétrica, dividida em três partes.
As duas extremidades simétricas que maçam as duas alas da planta em “U” e a central, discretamente avançada, tem varandas estreitas, com pilastras estilizadas compósitas.
Frontispício dividido em três partes, frontal saliente ao centro, frontão cego, encimado por esfera armilar, ladeado por dois conjuntos de pilastras pareadas que por sua vez enquadram portada com grande bandeira em arco pleno que sai para estreito balcão entre as referidas pilastras, protegido por discreto gradil metálico. Possui três pequenos beirais em balanço estabilizados por mãos-francesas de madeira, console comumente designado por cachorro. Dois ladeiam o referido frontal e o terceiro coroa todo o conjunto. Acima de cada um dos beirais laterais pequeno frontão em arco pleno, sem detalhes. O edifício possui discreto entablamento superior, com dupla cornija que percorre todo o perímetro da fachada. As portadas frontais do segundo piso são enquadradas por batentes, duas folhas, de abrir, em almofadas e verga em arco pleno. As portadas de acesso ao primeiro piso são de madeira, três folhas, de abrir para dentro, vergas retas. As janelas das salas de aula dos planos recuados da fachada principal são esbeltas, duas folhas de abrir para dentro, verga em arco pleno. As de baixo repetem o ritmo, mas possuem vergas retas. Destaque da fachada é a composição de acesso ao segundo piso formado por duas generosas escadarias. As portadas superiores são encimadas por beiral a maneiras dos já descritos. Cada beiral recebe sua esfera armilada. As fachadas laterais possuem composição marcada pela regularidade de aberturas de janelas das salas de aula, mesmas características das frontais, porém com vergas retas. Nas fachadas laterais, a preocupação com a composição de ornamentos se resume à extensão da ala frontal. Para isso, o arremate da cobertura semi-ocultada é feito com empena cega, que dá continuidade as duplas cornijas já descritas. Os corredores internos recebem pilastras de sustentação, intercolúnio regular, com piso em ladrilho hidráulico, dotados de guarda corpos que a parte da alvenaria serve de banco e o gradil metálico de encosto. A solução em “U” abre generoso pátio central onde são realizads cerimônias cívicas e culturais. O conjunto tombado guarda as relações de concepção bastante preservadas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O processo de colonização da região ocupada hoje pelo município de Patos de Minas e distritos vizinhos teve início, provavelmente, na metade do século XVIII, período que antecede à descoberta do ouro nas regiões das minas, com o movimento das entradas e bandeiras rumo às terras de Paracatu.
A cidade de Patos de Minas surgiu na segunda década do século XIX em torno da Lagoa dos Patos, onde segundo as descrições históricas existia uma enorme quantidade de patos silvestres. Os primeiros habitantes foram lavradores e criadores de gado, sendo muito visitados por tropeiros. O povoado, à beira do rio Paranaíba, cresceu, virou arraial e depois vila, a devota vila de Santo Antônio dos Patos.
Em 1892, o presidente do Estado de Minas Gerais eleva a vila à categoria de cidade de Patos de Minas. Em 1943, o governo do Estado mudou o nome para Guaratinga, provocando insatisfação na população. Atendendo aos apelos populares, em 1945 o nome é mudado novamente para Patos de Minas, para distingui-lo de Patos da Paraíba, município mais antigo. Seu aniversário é comemorado em 24 de maio, ocasião em que se realiza a ‘Festa Nacional do Milho’.
O desenvolvimento maior do município ocorreu na década de 30 pelos melhoramentos executados pelo Governo do Estado, cujo presidente era Olegário Dias Maciel. Em seu governo, instalou-se e construiu-se a sede da Escola Normal (então Escola Estadual Professor Antônio Dias Maciel), o Hospital Regional Antônio Dias Maciel, o Fórum Olympio Borges e o grupo escolar Marcolino de Barros. Essas obras ampliaram muito as influências do município na região.
A década de 50 foi de grande avanço regional. Houve grande surto migratório e a instalação de grandes firmas comerciais nos mais diversos segmentos. Nessa época, construiu-se o primeiro terminal rodoviário e iniciou-se a comemoração da Festa Nacional do Milho.
Nas décadas de 60 e 70, período em que o país vivia sob pressão da ditadura militar, houve certa estagnação econômica, motivada pela mudança da capital do país para Brasília. Grande parte da população local se deslocou para lá em busca de emprego. A capital continuou atraindo os patenses, principalmente com a criação das universidades. Ainda hoje existe em Brasília uma colônia significativa de patenses. Esse momento foi marcado pela: instalação da CEMIG; fundação do Colégio Municipal, transformado em Escola Estadual Professor Zama Maciel; a criação da Fundação Educacional de Patos de Minas, com a instalação do primeiro curso superior; a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em 1970; e a consolidação da rede rodoviária com o asfaltamento das BRs 354 e 365, ligando o município à capital do Estado e ao nordeste do país.
A descoberta da jazida de fosfato sedimentar, na localidade da Rocinha, no final dos anos 70, projetou Patos de Minas nacionalmente, ocasionando a primeira visita do Presidente da República à cidade, o General Ernesto Geisel, em 1974.
Esse período também foi marcado pela imigração gaúcha, que fixou suas residências e escritórios de venda de sementes em Patos de Minas. O cultivo era feito na região de cerrado, vizinha do município, principalmente Presidente Olegário e São Gonçalo do Abaeté.
Neste período foi grande o desenvolvimento comercial com a implantação de indústrias de confecções e a instalação de uma unidade da CICA, maior processadora de tomates da América Latina, promovendo o crescimento de cultivo de milho doce, ervilha e tomate na região.
Estudos comprovam a predominância de tribos indígenas no período que antecede a dominação branca na região. Segundo Antré Prous, autor do livro ‘Arqueologia Brasileira’, costuma-se atribuir aos Cataguás a ocupação da região sudoeste mineira, tribo que resistiu bravamente aos invasores brancos, mas que não chegou a ser estudada. A existência de vestígios arqueológicos são as marcas deixadas por estas nações.
Fonte: IBGE.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Prefeitura Municipal
Museu da Cidade de Patos de Minas


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