Patos de Minas – E. E. Prof. Antônio Dias Maciel
A E. E. Prof. Antônio Dias Maciel, em Patos de Minas-MG, é uam edificação do estilo clássico de dois pavimentos. Se desenvolve em “U” com porão baixo.
Prefeitura Municipal de Patos de Minas-MG
Nome atribuído: Escola Estadual Prof. Antônio Dias Maciel
Localização: Av. Getúlio Vagas, nº 45 – Patos de Minas-MG
Ficha
Histórico da edificação: A “Escola Normal” se originou de um instituto educacional de orientação presbiteriana, fundado pelo neto do Coronel Antônio Dias, seu homônimo “Antônio Dias Maciel”, o quarto filho de Farnese Maciel. Segundo consta, Antônio Dias Maciel tornou-se presbiteriano, quando estudou no Colégio Gammar, em Lavras. Ao voltar para Patos de Minas, fundou em 1929 o “Instituto Sul-americano”, escola de orientação presbiteriana que iria anteceder a Escola Normal.
Contudo, percebemos que não apenas o custeio das obras da Escola Normal, mas também grande parte da sua idealização se deveu ao tio de Antônio, o primogênito do Barão de Araguary, Olegário Dias Maciel. Além de recair sobre ele a suspeita de “protestantismo” (denunciado pelas legiões católicas fiéis a Mello Vianna nas eleições estaduais de 1930), é fato conhecido a ligação de Olegário com elementos influentes na articulação da “Escola Nova” no Brasil, dentre estes seu primo e membro do seu gabinete na presidência de Minas Gerais, Gustavo Capanema. Assim, foi Olegário Maciel quem orientou seu sobrinho Antônio a erguer em Patos de Minas um estabelecimento de ensino que fosse capaz de formar adequadamente os professores. Nascia, assim, a “Escola Normal”.
Em 1933, o Instituto Sul-americano deixou de funcionar na Praça Antônio Dias, transferindo pessoal e parte do mobiliário para a Escola Normal, localizada não por acaso de frente à Casa de Olegário Maciel. A nova escola foi autorizada a funcionar através do Decreto n. 10. 362 de 31 de maio de 1932, com a criação de uma classe primária anexa ao estabelecimento predecessor. Entretanto, a referida classe funcionou nas dependências da residência de Olegário Maciel, até que as obras da Escola Normal ficassem prontas. No governo estadual de Antônio Magalhães Pinto, a escola foi renomeada de “Escola Estadual Professor Antônio Dias Maciel”, em homenagem ao homem que liderou a sua construção. Contudo, a memória popular não se desvencilhou da designação anterior, de modo que para todo e qualquer patense aquela permanece sendo a “Escola Normal”; nome, aliás, que refulge nos uniformes azuis de seus alunos.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: Esta edificação do estilo clássico apresenta dois pavimentos e se desenvolve seguindo um partido em “U”, sendo todo o prédio construído em porão baixo, com barrado de massa, marcando todo os alicerces. Encontra-se recuado do alinhamento possuindo jardins singelos em sua frente. Na região de melhor visão do conjunto encontra-se cercado por mureta com gradis de baguetes de ferro, sustentando originalmente por pilares baixos, sendo que atualmente estes pilaretes foram aumentados em suas alturas, com a colocação de gradil de metalon. No restante das divisas da avenida Getulio Vargas esquina com a rua General Osório o fechamento é feito por muro alto sustentados por pilares de alvenaria para não devassamento do pátio da escola. Nos fundos e na lateral esquerda a vedação é feita por muro de altura normal. O partido arquitetônico apresenta o corpo central lançado um pouco à frente, que tem varanda enquadrada por pilares de seção pesada, delimitando a entrada principal, cujo acesso é feito por meio de escadaria em volta da varanda, em marrom e branco. Em correspondência no segundo pavimento sobressai sobre a varanda um balcão de alvenaria, aonde se chega pelo salão nobre, embaixo corresponde ao amplo saguão/vestíbulo. A fechada principal se apresenta harmoniosa com seus panos de telhados, com o corpo central com suas empenas avançadas acima das alas laterais com a cobertura entrecruzada demarcando o balcão acima da varanda, com a simetria lateral das paredes que dão para frente, que se projetam em frontispícios, acima do beiral do telhado, encimado por cimalha em massa. A construção é de tecnologia avançada, com estrutura em concreto, piso interno em ladrilhos decorados no saguão e nas áreas de circulação, paredes em alvenaria de tijolos maciços, escada monumental que acompanha o desenho redondo do fundo do saguão, degraus revestidos em mármore branco, guarda corpo em balaustradas e corrimão em metal latonado. No corpo central, a cobertura com dois chalés entrecruzados, salienta o principal, que tem inclinação bem acentuada, que recobre com o beiral, parte de balcão superior sobre a varanda. A parede frontal apresenta molduras horizontais e verticais em massa, com a porta que dá para o balcão apresentando verga em arco pleno, sobrevergas retas, enquadramento em madeira, com duas folhas de abrir com almofadas, duas janelas laterais à porta, com enquadramento em madeira, parapeito com cimalha de massa, duas folhas de abrir, com seis vidros cada, duas folhas internas em almofadas com postigo interno em veneziana, com tapa-vento em vidro fantasia.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O processo de colonização da região ocupada hoje pelo município de Patos de Minas e distritos vizinhos teve início, provavelmente, na metade do século XVIII, período que antecede à descoberta do ouro nas regiões das minas, com o movimento das entradas e bandeiras rumo às terras de Paracatu.
A cidade de Patos de Minas surgiu na segunda década do século XIX em torno da Lagoa dos Patos, onde segundo as descrições históricas existia uma enorme quantidade de patos silvestres. Os primeiros habitantes foram lavradores e criadores de gado, sendo muito visitados por tropeiros. O povoado, à beira do rio Paranaíba, cresceu, virou arraial e depois vila, a devota vila de Santo Antônio dos Patos.
Em 1892, o presidente do Estado de Minas Gerais eleva a vila à categoria de cidade de Patos de Minas. Em 1943, o governo do Estado mudou o nome para Guaratinga, provocando insatisfação na população. Atendendo aos apelos populares, em 1945 o nome é mudado novamente para Patos de Minas, para distingui-lo de Patos da Paraíba, município mais antigo. Seu aniversário é comemorado em 24 de maio, ocasião em que se realiza a ‘Festa Nacional do Milho’.
O desenvolvimento maior do município ocorreu na década de 30 pelos melhoramentos executados pelo Governo do Estado, cujo presidente era Olegário Dias Maciel. Em seu governo, instalou-se e construiu-se a sede da Escola Normal (então Escola Estadual Professor Antônio Dias Maciel), o Hospital Regional Antônio Dias Maciel, o Fórum Olympio Borges e o grupo escolar Marcolino de Barros. Essas obras ampliaram muito as influências do município na região.
A década de 50 foi de grande avanço regional. Houve grande surto migratório e a instalação de grandes firmas comerciais nos mais diversos segmentos. Nessa época, construiu-se o primeiro terminal rodoviário e iniciou-se a comemoração da Festa Nacional do Milho.
Nas décadas de 60 e 70, período em que o país vivia sob pressão da ditadura militar, houve certa estagnação econômica, motivada pela mudança da capital do país para Brasília. Grande parte da população local se deslocou para lá em busca de emprego. A capital continuou atraindo os patenses, principalmente com a criação das universidades. Ainda hoje existe em Brasília uma colônia significativa de patenses. Esse momento foi marcado pela: instalação da CEMIG; fundação do Colégio Municipal, transformado em Escola Estadual Professor Zama Maciel; a criação da Fundação Educacional de Patos de Minas, com a instalação do primeiro curso superior; a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, em 1970; e a consolidação da rede rodoviária com o asfaltamento das BRs 354 e 365, ligando o município à capital do Estado e ao nordeste do país.
A descoberta da jazida de fosfato sedimentar, na localidade da Rocinha, no final dos anos 70, projetou Patos de Minas nacionalmente, ocasionando a primeira visita do Presidente da República à cidade, o General Ernesto Geisel, em 1974.
Esse período também foi marcado pela imigração gaúcha, que fixou suas residências e escritórios de venda de sementes em Patos de Minas. O cultivo era feito na região de cerrado, vizinha do município, principalmente Presidente Olegário e São Gonçalo do Abaeté.
Neste período foi grande o desenvolvimento comercial com a implantação de indústrias de confecções e a instalação de uma unidade da CICA, maior processadora de tomates da América Latina, promovendo o crescimento de cultivo de milho doce, ervilha e tomate na região.
Estudos comprovam a predominância de tribos indígenas no período que antecede a dominação branca na região. Segundo Antré Prous, autor do livro ‘Arqueologia Brasileira’, costuma-se atribuir aos Cataguás a ocupação da região sudoeste mineira, tribo que resistiu bravamente aos invasores brancos, mas que não chegou a ser estudada. A existência de vestígios arqueológicos são as marcas deixadas por estas nações.
Fonte: IBGE.
MAIS INFORMAÇÕES:
IBGE
Prefeitura Municipal
Museu da Cidade de Patos de Minas

