Rio Branco – Antiga SUCAM
A Sede do Parque da Maternidade, antiga SUCAM, em Rio Branco-AC, foi tombada por sua importância para o Estado do Acre.
DPHC – Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural
Nome atribuído: Sede do Parque da Maternidade, antiga SUCAM
Localização: R. Aviário, n° 253-319 – Aviário – Rio Branco-AC
Abertura de Processo de Tombamento: Resolução do Conselho Estadual de Patrimônio Histórico n° 10/2009 – DOE 29/07/2009
Descrição: Inaugurado em 28 de setembro de 2002, durante o governo Jorge Viana, o Parque da Maternidade é uma das obras públicas mais importantes da cidade de Rio Branco, com uma área institucional composta por seis lotes que totalizam 322.874 metros quadrados e uma extensão de sete quilômetros, localizado às margens do Igarapé da Maternidade, cortando a parte central da cidade. É considerado hoje, símbolo da qualidade de vida da população e um dos mais bonitos cartões postais do Estado do Acre.
O local que antes era chamado Canal da Maternidade, tratava-se de uma longa rede de esgoto a céu aberto coberto de mato que se estendia por toda a área do canal. No ano de 1999 o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas (Seop) iniciou as obras que iriam transformar a imagem daquele espaço, tornando-o um dos patrimônios públicos mais bem aproveitados pela população.
“O canal era uma área imensa e totalmente degradada, que passava pelos principais bairros do centro da cidade. Lixo, esgoto, mata, roubo e violência faziam o cenário daquele espaço. As mudanças no local transformaram o parque numa referência em termos de urbanismo, com uma macrodrenagem que foi feita baseada na topografia da cidade para evitar futuras alagações. Pode-se afirmar que o espaço foi democratizado à medida que é frequentado por pessoas de todos os níveis sociais, que mudaram seus hábitos utilizando o local para realização de atividades familiares, esportistas e culturais”. Disse.
Ele acredita também, que a população se identifica bastante com o parque e no decorrer destes 10 anos aprendeu a cuidar do local, fazendo com que este esteja sempre limpo e bem conservado. Maria José da Silva, moradora do bairro Abraão Alab, faz questão de comentar sobre os benefícios do parque. “Sou uma das pessoas que assistiu a construção desse espaço, vi cada pedacinho se transformando até atingir sua grandiosidade e beleza, a vida da minha família mudou, nos sentimos orgulhosos de poder morar nas proximidades do parque e poder aproveitar de perto todos os benefícios que ele nos disponibiliza”.
Fonte: Governo do Estado.
Histórico do município: Em 1882, o vapor sobe o rio Acre e desembarca os Irmãos Leite no seringal Bagaço. Neutel Maia decide ficar algumas milhas acima e no dia 28 de dezembro funda o Seringal Empreza, na volta do rio onde está situada a Gameleira. Depois o mesmo vapor ainda deixa Manuel Damasceno Girão na foz do Xapuri, onde fundou o seringal Xapuri.
Nesse momento de expansão do extrativismo da borracha, quando o Acre era ainda considerado território boliviano, o Seringal Empresa, na rota entre Porto Acre e Xapuri, núcleo dinâmico da atividade econômica que dava a lógica à invasão da floresta, vai se constituindo no núcleo de um entreposto comercial.
Paralelamente, na fronteiriça margem do mesmo rio Acre, um novo centro se formava, dando lugar ao nascimento de um pequeno burgo comercial, livre, com o nome de Empresa Nova ou simplesmente Empresa, ao passo que o primitivo passava a ser conhecido como Empresa Velha.
Em 1904 o atual município de Rio Branco torna-se sede do Departamento do Alto Acre. ‘Excepcionalmente, a sede da Prefeitura do Alto Acre funcionou em Empresa Nova, que desde então foi denominada Vila Rio Branco, compreendendo, então, já os dois bairros do mesmo lado, ligados por um projeto da avenida. Desde o estabelecimento da sede administrativa do território em 1903, quando então foi denominada Vila Rio Branco, até 1912, quando se estabelece definitivamente a denominação do futuro município, sua denominação oscilou entre uma homenagem ao Barão de Rio Branco e Penápolis, em homenagem ao presidente Afonso Pena. Em 1912, por força do Decreto Federal n.º 9.831, de 23 de outubro, passa à categoria de cidade com o nome de Rio Branco.
Fonte: IBGE.
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