Santa Luzia – Diploma de Honra ao Mérito, Comenda Antônio Castro Silva
O Diploma de Honra ao mérito, Comenda Antônio Castro Silva foi registrado pela Prefeitura Municipal de Santa Luzia-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Santa Luzia-MG
Nome atribuído: Diploma de Honra ao mérito, Comenda Antônio Castro Silva (celebrações)
Localização: Santa Luzia-MG
Decreto de Tombamento: Decreto nº 3.076, 02/12/2015
Inscrição: 07-12-2015
Livro de Registro das Celebrações
Descrição: Considerando que a data de 18 de março de 1947 representa a independência político – administrativa do Município de Santa Luzia com a publicação da Lei Provincial nº 317, data que, desde então, passou a ser comemorativa do aniversário da cidade no intuito de promover e incentivar as atividades e projetos alusivos à cultura, à memória e à identidade do povo luziense;
Considerando o simbolismo do “Diploma de Honra ao Mérito Antônio de Castro Silva”, instituído pela Lei Municipal nº 1.359, de 29 de março de 1990, que agracia pessoas que prestam serviços à cultura, ao ensino e à vida pública luziense e que, desde então, homenageia-se formalmente a memória de Antônio Castro Silva que por muitos anos serviu a população luziense por meio da entrega deste diploma acompanhado da “Comenda Antônio Castro Silva”.
Fonte: Decreto de tombamento.
Histórico do Município: A história do município originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do rio das Velhas, no garimpo de ouro de aluvião. Com a enchente do rio, o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde, hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado. Mais de 150 anos depois, em 1856, o povoado foi emancipado e desmembrado de Sabará e a partir de 1924, passou a se chamar Santa Luzia.
Santa Luzia tornou-se um importante centro comercial, ponto de parada dos tropeiros que vinham negociar e comprar mercadorias. Na rua do Comércio, no bairro da Ponte, existia um porto para os barcos que navegavam pelo Rio das Velhas, transportando mercadorias comercializadas em Minas Gerais. Assim, Santa Luzia passa a ser um ponto de referência do comércio, cultura e arte. O Distrito de São Benedito, na década de 50, começou a ser povoado. Mais tarde foram construídos, no local, grandes conjuntos habitacionais o Cristina e o Palmital e ocorreu a expansão do comércio.
Fato importante para a cidade foi a visita do imperador D. Pedro II em 1881, ficou hospedado no Solar da Baronesa, um centro de referência social e cultural do início do século XIX, localizado na Rua Direita, no Centro Histórico. A visita foi registrada, pelo Imperador no seu diário de viagem, publicado no Anuário do Museu Imperial Vol. XVIII – Petrópolis 1987, que concedeu ao município o título de cidade imperial.
A padroeira da cidade foi escolhida devido a esse relato. De acordo com a história oral, um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar. A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. O Sargento- Mór Pacheco Ribeiro, que morava em Portugal, ao ficar cego, fez uma promessa a Santa Luzia das Minas Gerais, que se voltasse a enxergar viria para a cidade. Como recebeu o milagre, ele se mudou com suas três filhas para Santa Luzia e reformou e aumentou o templo, onde hoje está a Igreja Matriz, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico.
Um fato importante que marcou a história da cidade, foi a Revolução Liberal de 1842. O casarão, onde abriga hoje a Casa da Cultura, antigo Solar Teixeira da Costa, foi o quartel-general dos revolucionários e ainda guarda as marcas de balas em suas janelas. A batalha final foi travada no Muro de Pedras, entre as tropas do revolucionário Teófilo Otoni e do legalista Duque de Caxias.
Fonte: IBGE.

