Santa Margarida – Banda Lira Margaridense
A Banda Lira Margaridense foi registrada pela Prefeitura Municipal de Santa Margarida-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Santa Margarida-MG
Nome atribuído: Banda Lira Margaridense (Formas de Expressão)
Outros Nomes: Banda de Música Lira Margaridense
Localização: Santa Margarida-MG
Livro de Registro das Formas de Expressão
Descrição: A Banda Musical Lira Margaridense existe desde o ano de 1914, quando ainda era nomeada “Banda Musical Filhos de Jubal”, numa homenagem ao personagem bíblico, anterior ao dilúvio, filho de Lamech e descendente de Caim. O livro do Gênesis apresenta-o como: “O Pai daqueles que tocam cítara e outros instrumentos”. Tal nomenclatura está diretamente ligada à religiosidade de nosso povo.
O primeiro maestro da Banda foi Maestro Carlos Otoni, e seus integrantes à época, constavam de 14 (quatorze) membros, sendo eles: Avelino Rosa, Alcino Otoni, Joventino V. Ferreira, Heitor Cerqueira, Nacif Merchid, Antônio F. Faria, José Pereira Lima, José Rodrigues Bravo, João V. de Souza, Daniel Cerqueira, Carlos Otoni Júnior, Arnaldo Mendes e José de S. Faria. Compunham a diretoria: Napoleão Vieira Ferreira, Lincoln Ribeiro Leão e Altivo Mendes Pessoa.
O primeiro uniforme da Banda foi doado pelo seu então presidente, Sr. Napoleão Vieira Ferreira, que mandou confeccionar as peças na cidade de Belo Horizonte.
Dentre as peças e cantadas executadas, cita-se: “Cisne Branco, Cruz de Honra, Beijo da Onda, Dama do Lago, Barbeiro de Sevilha. Algumas partituras eram de autoria do próprio Maestro Carlos Otoni, o “Cacau”, inclusive o Hino da Padroeira de Santa Margarida, conhecido por “Gloriosa Margarida”.
Como os meios de transportes eram praticamente escassos, os músicos da Banda que tocavam também em outras cidades, viajavam a cavalo ou mesmo a pé.
Havia um libanês, cuja profissão era barbeiro, amigo da banda, que até trocava de terno para cada ensaio da Banda. Seu nome era Salomão.
Com o falecimento do maestro Carlos Otoni, assumiu a regência, seu filho, José Otoni Alves. Por um período a Banda esteve desativada. Posteriormente, com o apoio e incentivo do vigário, Padre Antonio Galdino Gomes, que também era músico, assumiu a regência o Sr. Erotides Lopes de Carvalho em 1955, que atuou até o ano de seu falecimento. Do antigo nome “Filhos de Jubal”, a Banda passou a ser denominada “Banda Musical Lira Margaridense”, por escolha da nova diretoria.
Sr. Erotides era clarinetista, flautista e ministrava aulas de música aos jovens principiantes e alguns fizeram e ainda fazem parte do grupo musical da Banda, como Sr.Adair, músico da Banda desde à época de Sr. Erotides. Após o falecimento de Sr. Erotides, assumiu a regência, Luciano Mageste que também viera a falecer. Hoje, a regência encontra-se nas mãos do jovem Luciano dos Reis Souza.
Fonte: Rede social da banda.
Histórico do município: Segundo a tradição que vem sendo transmitida, através da palavra oral, o atual e próspero município de Santa Margarida teve suas origens lá pelos meados do século XIX, quando o Padre Bento de Souza Lima, Homem dotado de espírito aventureiro e empreendedor, tangido pelo sentimento do dever cristão e patriótico, reuniu seus escravos, em números de 16, e partindo do local denominado Catas Altas da Noruega, veio estabelecer-se às margens do ribeirão Santa Margarida, em terrenos pertencentes à fazenda da Grama, após longa caminhada por regiões inóspitas.
Encantado com a beleza topográfica e atraído pela fecundidade das terras, pela salubridade da região e pela amenidade do clima, compreendeu, Padre Bento, as imensas possibilidades que se lhe ofereciam e cuidou de adquirir todas as terras que constituíam a fazenda da grama. Por escritura datada de 29 de fevereiro de 1842, aquela fazenda, de propriedade de Nicácio Brown, passou a pertencer ao Padre Bento, mediante compra, pela quantia de quinhentos mil réis.
Padre Bento de Souza Lima, dedicando todas as suas energias ao serviço da exploração das riquezas do solo e ao mister de dilatar a fé, plantou a semente, cuja árvore de hoje é o município de Santa Margarida.
Segundo documento existente no arquivo paroquial, Padre Bento fez doação de “um canto de sua fazenda, com capacidade de seis alqueires de planta de milho, para nele ser erigido um templo, em substituição à ermida em torno da qual surgia o povoado, doação esta efetuada em 6 de janeiro de 1845.
Baseando-se no primeiro Livro de Notas existente nos arquivos do cartório de paz da localidade, Sabe-se que a primeira escritura ali lavrada data de 3 de setembro de 1861, o que demonstra o progresso da povoação nos seus poucos anos de existência. A denominação dada ao município é atribuída em primeiro lugar ao córrego que corta e, em segundo, ao grande e profundo sentimento religioso de seus primeiros habitantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.
MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Rede social da banda


Gostei muito mesmo e acabei ficando curioso,pois minha mãe nasceu nesta cidade. Gostaria de saber o nome de minha avó mãe de minha mãe. Só sei que o primeiro nome é Sebastiana, Talvez seja Sebastiana Dias Moreira ou Moreira Dias