Santana do Riacho – Conjunto Paisagístico Trilha dos Escravos
O Conjunto Paisagístico Trilha dos Escravos foi tombado pela Prefeitura Municipal de Santana do Riacho-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Santana do Riacho-MG
Nome atribuído: Conjunto Paisagístico Trilha dos Escravos
Localização: Santana do Riacho-MG
Descrição: A trilha dos escravos fica localizada na Serra do Cipó.
Fonte: Equipe iPatrimônio.
Descrição: Na década de 50, o paisagista Burle Marx classificou a Serra do Cipó como o Jardim do Brasil. A alcunha se deve à variedade da flora e da fauna da região, onde convivem espécies endêmicas como as sempre-vivas, as canelas-de-ema, o lobo-guará e a onça-parda. Em 1984, o Parque foi criado para proteger essa biodiversidade. Localizado ao sul da cadeia do Espinhaço, envolve áreas dos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro. Seus mais de 30 mil hectares de extensão dividem duas grandes bacias hidrográficas: a do Rio Doce e a do Rio São Francisco. A topografia acidentada, repleta de nascentes, forma rios, cânions, cachoeiras e cavernas, atrativos muito procurados pelos amantes do ecoturismo. A portaria do Retiro está localizada em Santana do Riacho e por ela é possível acessar as cachoeiras Gavião, Andorinhas e Tombador. Além destas canhoeiras, é possível ir até as margens do Rio Bocaina, conhecida como Bambuzal, a apenas 2 km da Portaria do Retiro. Todos estes atrativos são autoguiados, com trilhas sinalizadas. Também em Santana do Riacho é possível ir até o Travessão e Cachoeira Congonhas, dois atrativos nos quais para fazer o percurso recomenda-se o acompanhamento de condutor ambiental, pelo fato da trilha não ser sinalizada. O seu acesso é pela portaria do Alto Palácio que, apensar de estar no município Morro do Pilar, está a apenas 21 km do distrito Serra do Cipó. Outros atrativos do Parque Nacional, como a Cachoeira da Farofa, Cânion das Bandeirinhas e Cachoeira do Capão dos Palmitos são acessados pela portaria Areias do Parque, localizada em Jaboticatubas, a apenas 4 km do distrito Serra do Cipó.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: No início de sua ocupação, o atual município de Santana do Riacho era denominado Riacho Fundo. A comunidade local conta, folcloricamente, que este nome e a sua ocupação se deveu a um Bandeirante, que ao parar para descansar próximo a um riacho, o achou fundo e resolveu denominar a região de Riacho Fundo. Este mesmo Bandeirante, por considerar o local farto em riquezas minerais decidiu explorá-lo acabando por entrar em contato com a civilização indígena. Em um dia de caça, o Bandeirante encontrou-se com um índia e uma criança sozinhas que a acompanhava perdidas. O Bandeirante resolveu ajudá-las, acolhendo as duas.
Entretanto, poucos meses depois, a índia morreu, sendo que o Bandeirante teve que cuidar da criança sozinho. A indiazinha cresceu e ambos tiveram várias gerações de descendentes, sendo o início do povoamento da região.
Entretanto, o primeiro registro de exploração da região consta de 22 de maio de 1744, data quando foi concedida ao Sargento-mor Antônio Ferreira de Aguiar e Sá a região do Riacho Fundo, através de uma Carta de Sesmaria, tornando-se Fazenda Riacho Fundo, pertencente a Comarca de Serro Frio. A propriedade mantinha limites com Sabará, com Rio de Pedras, com a propriedade de José de Souza e com a propriedade de João Fragoso, denominada Serra da Lapa.
O licenciado Antônio Ferreira de Aguiar e Sá foi, pois, o primeiro povoador, reconhecido pela lei, do local onde está hoje a cidade de Santana do Riacho.
Uma observação deve ser feita com relação à data da Sesmaria e o processo efetivo de ocupação do solo. Durante grande parte do século XVIII predominou a tendência a ocupar a terra antes do pedido da Sesmaria. Era a estratégia do fato consumado, e por isto não é exagero admitir que a ocupação efetiva do território, onde hoje se ergue Santana do Riacho, pode ter se dado antes da data indicada na Carta de Sesmaria. Acresce-se a isto o fato de outros pontos próximos terem sido ocupados várias décadas antes.
Assim foi o que ocorreu com o mais expressivo núcleo urbano surgido na região, durante o século XVIII, Conceição do Mato Dentro. Já nos primeiros anos daquele século teve início a ocupação do local que se tornou um dos três principais pontos da Comarca do Serro Frio.
Como se percebe, no limiar do século XVIII, a região em volta da Santana do Riacho já se encontrava conhecida e de certa forma ocupada. Não é demais insistir no fato de que as datas, mesmo quando expressas nos documentos, apresentam certa margem de imprecisão como no caso da ocupação pelas atividades agro-pastoris, cuja legalização através das Cartas de Sesmaria só poderia se dar após a ocupação efetiva da terra e no caso da mineração, cujos novos descobertos nem sempre eram comunicados imediatamente após sua ocorrência. Caso típico era o da descoberta dos diamantes que só foi oficializada muito tempo após a descoberta, quando a extração já se processava sem nenhum controle da Coroa.
Logo foi construída a capela local, com provisões que datam 27 de outubro de 1759, ao lado da qual foi-se desenvolvendo um pequeno arraial, vindo posteriormente, como era de praxe para época, denominar-se Distrito de Riacho Fundo, pertencente á freguesia de Conceição do Mato Dentro, Comarca do Serro Frio.
No entanto, a Lei nº 45 de 17 de março de 1836 suprimiu o Distrito de Riacho Fundo, incorporando-o ao território de Morro do Pilar. Após muitas reivindicações locais, em 15 de abril de 1844, através da Lei nº 271, Riacho Fundo voltou a ser Distrito, entretanto, não mais de Morro do Pilar e sim do Município de Conceição do Mato Dentro.
Mais tarde, em 1911, após muitos atritos políticos, criações e revogações de inúmeras leis, o distrito de Riacho Fundo passou a pertencer ao Município de Santa Luzia. Em 17 de dezembro de 1938, ao ser criado o Município de Jaboticatubas, pelo Decreto Lei No 148, o Distrito de Riacho Fundo, composto pela Sede do Distrito e suas inúmeras localidades, foi anexado ao novo Município.
Durante 203 anos, deste a construção da Capela local em 1759, o Distrito Riacho Fundo permaneceu sem identidade territorial, sem autonomia, à margem das decisões políticas dos Municípios a que pertencia, sofrendo as dificuldades de um isolamento geográfico.
Finalmente, em de 1962, o Distrito de Riacho Fundo foi desmembrado do Município de Jaboticatubas e elevado à Município de Santana do Riacho.
O topônimo originou-se do nome da padroeira do local, Santana, e por ter sido a cidade erguida ás margens de um riacho.
Fonte: IBGE.
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IBGE
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais