São Sebastião do Paraíso – Antiga Estação da Cia. de Estradas de Ferro Mogiana
A Antiga Estação da Cia. de Estradas de Ferro Mogiana foi tombada pela Prefeitura Municipal de São Sebastião do Paraíso-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Paraíso-MG
Nome atribuído: Prédio da antiga Estação da Cia. de Estradas de Ferro Mogiana
Localização: Praça Olegário Maciel, s/n – São Sebastião do Paraíso-MG
Decreto de Tombamento: Lei Municipal nº 2.027/1992
Descrição: A antiga estação foi construída em 1914, a fim de dar escoamento à crescente produção de café, destinada principalmente ao Porto de Santos, rumo aos países importadores. Em princípios de 1990, a estação foi desativada. Em 2006 foi restaurada, sendo respeitadas suas características arquitetônicas e volumetria. Abriga, hoje, a Casa da Cultura Antônio Carlos Pinheiro de Alcântara e o Museu Municipal Napoleão Joele. Tombado pela Lei Municipal nº 2.027/1992.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Descrição: A antiga Estação Ferroviária Mogiana, teve seu prédio construído em 1914, funcionando até 1977 com trens de passageiros, depois até 1986 transportando cargas de cimento da companhia Cimentos Itaú.
Teve os trilhos retirados em 1990, sendo então preservado e tombado historicamente. É desde 7 de outubro de 2006, a sede da “Casa da Cultura”, um dos locais mais visitados em São Sebastião do Paraíso.
O lugar também abriga o Museu Histórico Municipal “Napoleão Joele”. O Museu está aberto gratuita e diariamente ao público, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 17h e aos sábados, das 8h às 13h. Ele é gerido diretamente pelo Departamento de Cultura e vem cumprindo com fidelidade a destinação para a qual foi criado. No local se encontra a Sala de Exposições Permanentes e Temporárias; o Centro de Memória, com seção de fotos antigas; a Biblioteca de livros antigos e raros; a Biblioteca de autores Paraisenses; a Sala Multimeios, destinada a oficinas de arte, exibição de vídeos entre outros.
É desenvolvido também o Projeto de Educação Patrimonial, em parceria com as escolas do município, que, agendando previamente, trazem seus alunos para visitas monitoradas ao museu, proporcionando-lhes um “passeio cultural” instrutivo, através do qual conhecem a história da cidade, bem como seu processo de formação, figuras marcantes, vida cotidiana e costumes através dos tempos.
Na Praça cultural, aos sábados à partir das 10:00h são ministradas aulas de Yoga gratuitas, e durante a semana,
aulas de Tai Chi Chuan às segundas e quartas-feiras e nas terças e quintas-feiras o Programa Vida Ativa, com atividades voltadas para pessoas da 3ª Idade.
Também aos sábados, acontece a Feira da Estação, dos feirantes municipais, com produtos hortifrutigranjeiros, queijos, doces, comidas típicas e artesanato a partir das 06:00h até às 13:00h.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: Com a corrida provocada pela descoberta de minas de ouro no sul do Estado de Minas Gerais, isto no final do século XVIII, surgiu Jacuí (1750), cidade Mãe de todas as cidades da região. Com o declínio da mineração, cujos vestígios ainda podem ser vistos, nos limites do perímetro urbano desta cidade, seus moradores forma se dedicando tanto à agricultura quanto à pecuária, numa adaptação natural.
Daí surgiram inúmeras fazendas, e dentre essas, a “Fazenda da Serra”, de propriedade da abastada família Antunes Maciel, constituída de descendentes de destemidos sertanistas e minerados, ora transformados em conceituados criadores de gado. Paralelamente à expansão do café da região de Campinas/SP para o oeste paulista, impulsionou a cafeicultura em Ribeirão Preto/SP e toda a região. Esta proximidade com a zona cafeicultora paulista e a vocação agrícola, fez de Paraíso uma das maiores produtoras de café do estado, chegando a colher, no final do século XIX, doze milhões de sacas anuais.
Participar do surto cafeeiro do Segundo Reinado fez com que a cidade fosse beneficiada com a vinda das primeiras levas de imigrantes que chegavam aqui ainda em carros de boi, depois de desembarcar na última estação da Cia. Ferroviária São Paulo e Minas, em Mococa/SP. Ainda em 1870, já temos crianças de pais Italianos registradas no Cartório Local. As primeiras estações de trem, no entanto, só chegaram em 1910, apesar de preencherem desde 1901 as atas da Câmara dos Vereadores.
O DISTRITO foi criado em 18 de Maio de 1855, pela lei n.º 714. A VILA foi criada em 13 de Setembro de 1870, pela lei n.º 1641.
A família Maciel fez com que Antônio Antunes e os demais parentes doassem, a 25 de outubro de 1821, uma sorte de terra de 5 (cinco) alqueires, para a edificação da capela e patrimônio a São Sebastião, que se constituiu um ponto de partida para a formação de um povoado que, num crescente tomou aspecto de Vila, até se transformar na crescente e pujante Cidade dos Ipês, da atualidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

