Timóteo – Parque do Rio Doce


Imagem: Oswalney

O Parque do Rio Doce foi tombado pela Prefeitura Municipal de Timóteo-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Tiradentes-MG
Nome atribuído: Parque do Rio Doce
Localização: Parque do Rio Doce – Timóteo-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n°

Descrição: O Parque Estadual do Rio Doce (Perd) é hoje a maior reserva contínua de Mata Atlântica em Minas Gerais. Tem uma área de quase 36 mi hectares entre os rios Piracicaba e Rio Doce. Engloba três municípios: Marliéria, Timóteo e Dionísio.
Quase metade do território do município de Timóteo integra o Parque, e 14, 17, do Perd fazem parte do município. A área possui extrema importância na região, pois, além de abrigar várias espécies nativas da fauna e flora da Mata Atlântica, ajuda a conter o impacto causado pela inevitável poluição proveniente das atividades siderúrgicas e metalúrgicas do Vale do Aço. Tem importante papel de renovação de oxigênio na região que abrange os municípios de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga e Santana do Paraíso, contribuindo para o equilíbrio climático.
As primeiras iniciativas no sentido de se preservar a área do atual Perd surgiram com Dom Helvécio Gomes de Oliveira, em 1931, quando ele, então arcebispo de Mariana, realizou visita pastoral a Marliéria. Em março de 1936, o então governador do estado, Benedito Valadares, em apoio ao projeto do bispo, realizou demarcação de 32 mil hectares, constituindo o Parque Florestal. O Parque foi oficialmente criado pelo Decreto nº. 1.119, de 14 de julho de 1944. Desde 1962 o Perd é administrado pelo IEF – Institudo Estadual de Florestas. Por Timóteo é feito o principal acesso ao Parque do Rio Doce.
Patrimônio Natural: O parque é composto por árvores centenárias, madeiras nobres de grande porte e uma infinidade de animais nativos, como: beija-flor, quero-quero, besourinho, chauá, jacuaçu, saíra, anumará, capivara, anta, macaco-prego, paca e cotia. Além das espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, jacaré-de-papo-amarelo, o macuco e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas.
O parque possui um herbário que, de forma sustentável, possibilita a identificação de espécies por meio da análise de suas características morfológicas, constituindo a base de pesquisas taxonômicas. Há estudos sobre a influência de espécies exóticas de animais que têm colaborado com mudanças nas cadeias alimentares, como tucunaré, a piranha e o apaiari.
O sistema hídrico do Perd é formado por cerca de 50 lagoas no seu interior e outras 80 em seu entorno. Dentre seu complexo de lagos, destaca-se a Lagoa Dom Helvécio, com 6,7 Km2 e 32,5 m de profundidade. De maneira geral, grande parte dos corpos d’água que compõem o sistema de lagos tem sofrido algum tipo de impacto, seja pelo uso da água ou pela modificação da paisagem. As lagoas estão preservadas apenas na área onde se encontra o Parque, e a paisagem no entorno encontra-se inalterada.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Infraestrutura:
Portaria;
Memorial Dom Helvécio (capela);
Administração do PERD;
Centro de visitantes com exposição interpretativa;
Mirante;
Auditório com capacidade para 102 pessoas;
Centro de treinamento com 06 salas disponíveis;
Trilhas interpretativas;
Área de camping com capacidade para 300 barracas, estruturada com vestiários, pias, tanques, churrasqueiras, base de energia, bebedouros e duchas;
Restaurante;
Alojamento com capacidade para 66 pessoas;
Centro de Pesquisa;
Viveiro de mudas.
Fonte: IEF.

Como chegar: O Parque Estadual do Rio Doce está situado na porção Sudoeste do estado, a 50 quilômetros de Ipatinga e a 248 quilômetros de Belo Horizonte, na Região do Vale do Aço.
Saindo de Belo Horizonte pela BR 262, seguir no sentido de Vitória e entrar no entroncamento para São José do Goiabal, entre João Monlevade e Rio Casca. Depois, prosseguir 6,5 km asfaltados pela BR 320. A partir daí, segue-se a sinalização até a entrada do Parque. Outra opção é seguir pela BR 381, sentido Belo Horizonte-Governador Valadares, passando por Timóteo, seguindo sentido a Cava Grande. Dali, até o Parque são 20 km de estrada.
Também há a opção de seguir sentido Marliéria que por meio da Estrada Parque Bispo Dom Helvécio, são 17km de estrada que corta o Pico do Jacroá.
Fonte: IEF.

Histórico do município: A história da cidade tem sua origem na própria história do Brasil. As terras eram povoadas por índios milhares de anos antes da chegada dos portugueses. No final do século XVII e início do século XIX, com a crise do sistema colonial, o vale passou a ser cobiçado pela política da ocupação européia. Reagindo ao colonizador, o índio foi um obstáculo à colonização e contra ele foram mobilizadas forças militares e missionários religiosos. Apesar do direito natural de possuírem a terra onde viviam, os povos indígenas tiveram seus territórios invadidos e confiscados pelos brancos. O Governo criou postos militares para proteger os colonos. Foram estabelecidos sete quartéis que garantiam aos brancos a ocupação da terra, o uso dos rios e a exploração das riquezas minerais.
Timóteo pertencia à 4ª Divisão do Rio doce, que possuía seu quartel no lugar chamado Onça Pequena (nome do ribeirão que banhava a localidade), hoje Jaguaraçu. Os índios aprisionados durante os ataques eram escravizados. Ocorreu no Vale do Rio doce o maior massacre indígena da história do Brasil. Em 1832 já não haviam aldeamentos indígenas na região. Logo que os índios foram exterminados, ficaram abertas as portas para ocupação total pelos brancos. Francisco de Paula e Silva Santa Maria foi o primeiro fazendeiro a se instalar na região, segundo um documento de 9 de abril de 1832. Tratava-se da carta de Sesmaria, dando-lhe as terras de um lugar denominado Ribeirão de Timóteo, que deságua no Rio Piracicaba. Estabeleceu-se com a sua família, na região do Alegre em 1831, e lá construiu e iniciou a criação de gado, o que lhe daria direito a uma Sesmaria.
Fonte: Prefeitura Municipal.

FOTOS:

MAIS INFORMAÇÕES:
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IEF
Wikipedia


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