Tupaciguara – Igreja do Rosário
A Igreja do Rosário foi tombada pela Prefeitura Municipal de Tupaciguara-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Tupaciguara-MG
Nome atribuído: Igreja do Rosário
Localização: Tupaciguara-MG
Decreto de Tombamento: Lei Orgânica, capítulo V, artigos 159, 160 e 161 (ratificado pela Lei Municipal nº 2.389 de 14 abril de 2004)
Inscrição no Livro do Tombo: Inscrição nº 02/2002
Descrição: É um dos melhores exemplares de templos construídos pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos em Minas Gerais e um dos principais bens históricos de Tiradentes. A mais antiga igreja da cidade, guarda a devoção e a fé dos escravos que trabalhavam em sua construção nas noites de lua cheia.
A primitiva capela começou a ser construída provavelmente em 1708 e foi concluída em 1719. Ao longo do século foi passando por diversas modificações, quando a arquitetura e a decoração foram aprimoradas.
Provavelmente, foi a partir de 1760 que passou por reformas na parte arquitetônica e decorativa. A construção foi refeita em alvenaria, e a posição do sino manteve a solução tradicional de Tiradentes, com a sineira incorporada ao corpo da igreja. Devido ao trabalho de cantaria, não apresenta aparência de fragilidade das capelas de adobe.
A sobriedade da fachada com seu belo frontão terminado em duas robustas volutas de cantaria e o trabalho da portada, lhe conferem um ar imponente, apesar de não ser um templo de grandes proporções. Sobre a portada, colocada em um nicho, está a imagem de São Benedito, um dos mais populares santos negros na colônia.
Completando o conjunto decorativo da capela-mor, o forro traz uma pintura ilusionista que representa São Francisco de Assis e São Domingos recebendo o rosário de Nossa Senhora. Provavelmente foi executado na primeira metade do século XIX.
No coroamento do retábulo, há uma tarja com uma lua em baixo-relevo. A representação da lua junto a iconografias de Nossa Senhora tem como referências: a citação da representação da Virgem no Apocalipse – “um grande sinal apareceu no céu, uma mulher vestida de sol, a lua debaixo dos pés, e uma coroa na cabeça” Ap 12, 1 ; a frase do Cântico dos Cânticos – “Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, imponente como um exército com bandeiras”.
Os dois altares colaterais, com pouca talha são pintados em cores fortes, sendo o da direita dedicado a São Benedito e o da esquerda a Santo Antônio de Cartagerona ou do Noto, ambos santos negros. Estas peças são a interpretação provinciana do estilo D. João V e devem ser originárias da antiga capela.
O forro da nave é dividido em quinze painéis e suas pinturas representam os mistérios do Rosário e outros três se referem às invocações da ladainha de Nossa Senhora do Rosário.
Texto: Baseado no Atlas dos Monumentos Históricos e Artísticos de Minas Gerais. Circuito do Ouro. Campos das Vertentes, vol. 2 (Fundação João Pinheiro), 1981.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Histórico do município: 3500 anos antes Cristo. Muito antes das outras histórias que se possa imaginar, viveram aqui nas terras de, hoje, Tupaciguara os indígenas, da etnia caiapó. Batiam pedras em pedras para fazer fogo e ferramentas… para fazer instrumentos para coletar e caçar.
De alguns desbravadores, é preciso tratar… atravessaram estas terras de bandeiras a empunhar… Exploraram os indígenas, chegaram mesmo a escravizar… Colonizaram estas terras e assim deve-se citar: Bartolomeu Bueno – o Anhanguera.
Por volta de 1841, nestas cercanias chegou um goiano casal: Sr. Manoel e D. Maria Teixeira. Juntos aos seus pertences de fazendeiros, uma imagem da Senhora da Abadia. Para ela foi erguido, com fé, singelo altar. De capim e buritis um rancho se ergue para louvar… a mãe destas terras, que começou a ajuntar seus filhos, ao seu redor, e um vilarejo formar.
A Lei de Nº 566 de 30 de agosto de 1911 declara elevado à categoria de Município o Distrito de Abadia do Bom Sucesso.
Primeira sessão da Câmara Municipal de Tupaciguara, formada no dia 31 de maio de 1912.
Os sobrenomes das primeiras famílias habitantes de Tupaciguara são resgatados no memorial do Cinquentenário, elaborado pelo Sr. Longino Teixeira, por solicitação do Rotary Club. Eis alguns: Alves Machado, Pires, Paiva, Mota Soares, Sant’Ana, Marques da Silva, Torquato Neves, Siqueira, Cunha, Carvalho, Machado, Ferreira de Oliveira, Rodrigues, Castro, Araújo, Pereira da Silva, Rosa Medeiros, Gomes Moreira, Melo, Mamede, Mendes…
Diversos foram os estrangeiros que trouxeram seus hábitos culturais, comerciais e sociais e os espalharam junto à sociedade Tupaciguarense. Dos sírio-libaneses, alemães, italianos, japoneses, portugueses, húngaros… Tupaciguara contou com trabalho. A sua cultura foi assimilada e passou a constituir o município.
A religião predominante era a Católica Apostólica Romana. Em 1841, teve início a construção da capela de Nossa Senhora da Abadia e foi concluída em maio de 1842.
A história do Espiritismo em Tupaciguara, começou com um grupo de pioneiros, organizado e dirigido pelo Sr. Onofre de Almeida Novaes, em maio de 1905, na zona rural, região do Muquém.
A primeira Igreja Evangélica de Tupaciguara foi a Congregação Presbiteriana de Tupaciguara, fundada em 05/01/1954, tendo como revendo José Woody. Em 17/12/2006, a igreja foi emancipada e hoje traz o nome de 1ª Igreja Presbiteriana de Tupaciguara. Antes de fundada a igreja, os cultos aconteciam na garagem do Sr. José Barbosa, Zé da Singer, na Rua Cel. Joaquim Mendes.
Fonte: Prefeitura Municipal.
FOTOS:
- Imagem: Google Street View
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Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais



