Uberlândia – E. E. Dr. Duarte Pimentel de Ulhôa


Imagem: Prefeitura Municipal

A E. E. Dr. Duarte Pimentel de Ulhôa foi tombada pela Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG
Nome atribuído: Escola Estadual Dr. Duarte Pimentel de Ulhôa
Localização: Av. Vasconcelos Costa, nº 78 – Bairro Martins – Uberlândia-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 10.216/2006, de 27/03/2006.
Livro do Tombo Histórico: Inscrição XI, pág. 16.

Descrição: A Escola Estadual Dr. Duarte Pimentel de Ulhôa, localizado na Av. Vasconcelos Costa, 78, bairro Martins, teve sua construção iniciada em 1926 com verba do Governo Estadual, durante a gestão de Antônio Carlos de Andrade e a obra foi concluída em 1930 mas só entrou em funcionamento em 1932 com o nome de “Grupo Escolar Minas Gerais”. Em 1934, passou a chamar-se Grupo Escolar Dr. Duarte Pimentel de Ulhôa, em homenagem ao Juiz de Direito da Comarca de Uberlândia.

A escola foi construída com uma arquitetura também presente em outras cidades do Estado. No padrão das construções escolares da época, sua planta desenvolve-se em “U”, com um pátio na área central. A fachada tem como característica principal a simetria e a regularidade, é marcada por um frontão neoclássico sobreposto a um frontão recortado e este elemento central arremata e recebe a escadaria de acesso principal ao hall de entrada. A partir desse hall, desenvolvem-se, para cada lado, dois corredores abertos voltados para a rua, que sustentam cinco colunas e fazem a ligação com os corredores laterais que dão acesso às cinco salas e um banheiro dispostos em cada uma das duas extremidades formando as alas perpendiculares. Essas alas definem o partido da planta em formato de “U”.

Em 1963, foi construído um anexo para abrigar a cantina, composta de um galpão e uma cozinha e ainda uma residência para o zelador. Em 1974, em decorrência da Resolução 269 de 04/09/73, a escola passou a oferecer as oito séries do ensino fundamental. Foi, então, construído um novo anexo que ocupou o fundo do terreno paralelo à fachada principal, promovendo o fechamento do pátio central. Em 1984, a Escola recebeu novo acréscimo com a construção de um galpão para abrigar novas salas de aula e a biblioteca, paralelamente ao anexo anterior.

Em 1987, a escola contava com 1.200 alunos quando, no dia 4 de outubro, sofreu um grande incêndio decorrente de um curto circuito na fiação precária, provocando grave destruição. No mesmo mês, no dia 28, o então Governo do Estado liberou recursos para a reconstrução do prédio. As atividades escolares foram retomadas em 1989.

A Escola Estadual Dr. Duarte Pimentel de Ulhôa foi construída segundo projeto oferecido pelo Governo Estadual e apresenta o mesmo padrão arquitetônico de outras escolas construídas nas cidades vizinhas, no mesmo período em que se destacam o porão alto e as tendências neoclassizantes.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A Fazenda São Francisco foi sede da Sesmaria de João Pereira da Rocha, o primeiro morador a fixar residência nesta região no início do século XIX, por volta de 1818. A cidade de Uberlândia se formou em terras desmembradas desta família.

Por volta de 1835, chegaram os irmãos Luiz, Francisco, Antônio e Felisberto Carrejo, que compraram de João Pereira da Rocha as terras para formar as respectivas propriedades: Olhos D’Água, Lage, Marimbondo e Tenda. Ainda hoje elas permanecem na zona rural do município.

Felisberto Alves Carrejo construiu em sua fazenda uma tenda de ferreiro para abrigar as suas atividades profissionais, por isso, sua propriedade ficou conhecida por “Tenda”. Apesar das benfeitorias feitas no local, Felisberto transferiu sua residência para 10 alqueires de terra de cultura, nas imediações do Córrego Das “Galinhas” (Avenida Getúlio Vargas), adquiridos de Dona Francisca Alves Rabelo, viúva de João Pereira da Rocha. Nesta ocasião, esta porção de terra, atualmente Bairro Tabajaras, já era habitada por um pequeno número de pessoas.

Uberlândia é uma cidade que, como muitas, nasceu no entorno de uma capela. Como símbolo de uma comunidade que se pretendia organizada e civilizada, os moradores pediram ao Bispado a permissão para a construção de uma Capela Curada, a ser dedicada à Nossa Senhora do Carmo. Desta forma, construída em adobe e barro nas suas formas mais simples em termos arquitetônicos, ela foi idealizada em 1846.

Para viabilizar a sua construção, os procuradores da obra entraram em entendimento com D. Francisca Alves Rabelo e dela adquiriram, pela quantia de quatrocentos mil réis, cem alqueires de terras de cultura e campo, entre os Córregos Das Galinhas e São Pedro. Todo o Patrimônio foi doado a Nossa Senhora do Carmo e, atualmente, corresponde à parte central da cidade de Uberlândia. O Arraial recebeu então o nome de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro de Uberabinha. Nas proximidades do lugar escolhido para a construção da capela, havia um caminho denominado de “Estrada Salineira”, foi às margens deste caminho que se formou o primitivo núcleo urbano.

Quando o Arraial passou à sede do Distrito, a estrada recebeu o nome de Rua Sertãozinho, posteriormente Rua Tupinambás e, atualmente, denomina-se Rua José Ayube. Como o cotidiano das pessoas era pontuado pela vida religiosa, a Capela abrigava à sua volta uma faixa de terreno que ficou conhecido como “Campo Santo”, nele foram sepultados os primeiros habitantes da Vila.

As raízes da cidade estão em um bairro conhecido hoje por Fundinho. As pequenas e tortuosas ruas que entrecortavam o arraial se formaram ladeadas pela sequência de casas, quintais e antigos muros que emprestaram à geografia urbana o seu sentido.

Por volta de 1861, pouco tempo após sua inauguração, a capelinha foi ampliada e transformou-se na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, abrigando até 1941 as principais atividades religiosas da cidade. Em 1943, após a inauguração da imponente Matriz de Santa Terezinha na Praça Tubal Vilela, ela foi demolida e, em seu lugar, foi construído um prédio para abrigar a Estação Rodoviária.
Fonte: Prefeitura Municipal.


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