Uberlândia – Painel “Ciranda das Crianças”


Imagem: Prefeitura Municipal

O Painel “Ciranda das Crianças” foi tombado pela Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Uberlândia-MG
Nome atribuído: Painel “Ciranda das Crianças”
Localização: Av. João Pinheiro, nº 646 – Uberlândia-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 12905/2011, de 30/06/2011.
Livro de Tombo Belas Artes: Inscrição III, folha 05.

Descrição: O painel é composto por imagens de ciranda de roda na sua maior parte, à direita, motivo junino, e ao fundo, motivos geométricos. Na cena principal, a primeira menina na parte mais central da roda está de frente, com rosto redondo, cabelos escuros, usa vestido azul com bainha branca, sapatos brancos e meias verdes. À sua esquerda, menina de perfil, com rosto redondo inclinado à sua direita, com cabelo castanho e curto, preso com “rabo de cavalo” e fita branca. Usa vestido branco, gola em decote em “V”, com manga e bainha azuis, laço na cintura, sapatos vermelhos e meias brancas. À sua esquerda, uma menina de costas, com a cabeça voltada no mesmo sentido. Ela tem os cabelos claros no ombro, veste blusa vermelha, saia verde com listra vermelha acima da bainha, sapatos pretos e meias brancas. À sua esquerda um menino de costas, com o pé direito apoiado no chão e o esquerdo no ar. Ele usa camisa azul e bermuda preta com suspensórios preto, sapato preto e meias brancas. À sua esquerda, outro garoto, também de costas, mas com a cabeça levemente inclinada. Suas roupas são iguais ao anterior, com os suspensórios verde. À sua esquerda uma menina de perfil, com rosto inclinado, cabelos pretos amarrados, vestido branco com detalhes azuis, sapatos vermelhos e meias brancas. À sua esquerda, fechando a roda, uma garota com o corpo e cabeça voltados para sua esquerda. Ela tem os cabelos claros, amarrados, usa vestido azul de detalhes vermelhos e botas brancas. Ao fundo da ciranda, na porção superior, a composição geométrica é definida por uma faixa verde e na porção inferior, por uma faixa azul escuro. Entre as faixas, geometria assimétrica maciça composta com tonalidades azul claro, verde e bege.

O painel remonta à tradicional festa junina, muito celebrada na região. Este mural pode ser enquadrado dentro de uma vertente de criação espontânea do artista, já que era hábito do mesmo retratar os filhos em situações cotidianas como as brincadeiras. Assim, buscou-se retratar o cotidiano como a ciranda de roda e o regionalismo representado pela festa junina. O regionalismo como tema marca o desejo de criação de uma arte nacional, que, segundo Tadeu Chiarelli (2002), até o final da II Grande Guerra, a arte brasileira mais valorizada era aquela preocupada em caracterizar as peculiaridades locais, já num momento tardio, neste caso, que data da segunda metade da década de 1950. Os símbolos representados como a fogueira, fazem alusão à proteção e purificação do local onde está instalada e o mastro referência à devoção e agradecimentos ao santo.
A ciranda também tem uma conotação importante, pois se trata de uma dança infantil popular que não requer muita destreza e seu ritmo permite a participação de pessoas de várias idades.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: A Fazenda São Francisco foi sede da Sesmaria de João Pereira da Rocha, o primeiro morador a fixar residência nesta região no início do século XIX, por volta de 1818. A cidade de Uberlândia se formou em terras desmembradas desta família.

Por volta de 1835, chegaram os irmãos Luiz, Francisco, Antônio e Felisberto Carrejo, que compraram de João Pereira da Rocha as terras para formar as respectivas propriedades: Olhos D’Água, Lage, Marimbondo e Tenda. Ainda hoje elas permanecem na zona rural do município.

Felisberto Alves Carrejo construiu em sua fazenda uma tenda de ferreiro para abrigar as suas atividades profissionais, por isso, sua propriedade ficou conhecida por “Tenda”. Apesar das benfeitorias feitas no local, Felisberto transferiu sua residência para 10 alqueires de terra de cultura, nas imediações do Córrego Das “Galinhas” (Avenida Getúlio Vargas), adquiridos de Dona Francisca Alves Rabelo, viúva de João Pereira da Rocha. Nesta ocasião, esta porção de terra, atualmente Bairro Tabajaras, já era habitada por um pequeno número de pessoas.

Uberlândia é uma cidade que, como muitas, nasceu no entorno de uma capela. Como símbolo de uma comunidade que se pretendia organizada e civilizada, os moradores pediram ao Bispado a permissão para a construção de uma Capela Curada, a ser dedicada à Nossa Senhora do Carmo. Desta forma, construída em adobe e barro nas suas formas mais simples em termos arquitetônicos, ela foi idealizada em 1846.

Para viabilizar a sua construção, os procuradores da obra entraram em entendimento com D. Francisca Alves Rabelo e dela adquiriram, pela quantia de quatrocentos mil réis, cem alqueires de terras de cultura e campo, entre os Córregos Das Galinhas e São Pedro. Todo o Patrimônio foi doado a Nossa Senhora do Carmo e, atualmente, corresponde à parte central da cidade de Uberlândia. O Arraial recebeu então o nome de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião da Barra de São Pedro de Uberabinha. Nas proximidades do lugar escolhido para a construção da capela, havia um caminho denominado de “Estrada Salineira”, foi às margens deste caminho que se formou o primitivo núcleo urbano.

Quando o Arraial passou à sede do Distrito, a estrada recebeu o nome de Rua Sertãozinho, posteriormente Rua Tupinambás e, atualmente, denomina-se Rua José Ayube. Como o cotidiano das pessoas era pontuado pela vida religiosa, a Capela abrigava à sua volta uma faixa de terreno que ficou conhecido como “Campo Santo”, nele foram sepultados os primeiros habitantes da Vila.

As raízes da cidade estão em um bairro conhecido hoje por Fundinho. As pequenas e tortuosas ruas que entrecortavam o arraial se formaram ladeadas pela sequência de casas, quintais e antigos muros que emprestaram à geografia urbana o seu sentido.

Por volta de 1861, pouco tempo após sua inauguração, a capelinha foi ampliada e transformou-se na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, abrigando até 1941 as principais atividades religiosas da cidade. Em 1943, após a inauguração da imponente Matriz de Santa Terezinha na Praça Tubal Vilela, ela foi demolida e, em seu lugar, foi construído um prédio para abrigar a Estação Rodoviária.
Fonte: Prefeitura Municipal.

CONJUNTO:
Uberlândia – Conjunto da Obra em Mosaico de Vidro de Geraldo de Queiroz


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