Varginha – Busto Dr. Arnaldo Barbosa


Imagem: Prefeitura Municipal

O Busto Dr. Arnaldo Barbosa, em Varginha-MG, foi tombado por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Varginha-MG
CODEPAC – Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural de Varginha
Nome Atribuído: Busto Dr. Arnaldo Barbosa
Localização: Praça Roque Rotundo – Varginha-MG
Homologação do Tombamento: Junho de 2018

Descrição: O Dr. Arnaldo Barbosa, nascido em Coqueiral em 14 de janeiro de 1891, medicou em Varginha até 1957. Em 1918 formou-se em Odontologia pela Escola de Pharmacia e Odontologia d’O Granbery em Juiz de Fora. Dois anos depois, foi para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade de Medicina, formando-se em 1925. Durante seus estudos, trabalhava como odontólogo. Foi um médico exemplar, onde não mediu esforços para salvar pessoas. Atendia todos sem exceção, principalmente os mais desfavorecidos. Marcou indelevelmente a cidade através de seus atos solidários e fazendo da medicina uma prática do amor ao próximo. Como poeta, escreveu entre 1912 a 1957 diversos livretos como “Azul Celeste”, “Fio D’água”, “Maria do Carmo” “Vale de Lágrimas” e “Lar doce Lar”. Faleceu no dia 29 de dezembro de 1957, aos 66 anos, vítima de edema pulmonar. Em novembro, um mês antes de sua morte já havia sido idealizada e depois fundada a Casa Regional “Dr. Arnaldo Barbosa”, que tinha por finalidade a hospitalização e amparo à criança pobre, dos centros rurais e o cuidado pediátrico das mães sem condições financeiras, além do recolhimento e cuidado de crianças órfãs, seguindo assim as atitudes solidárias que o médico realizava constantemente. Um ano depois de sua morte, os munícipes, em reconhecimento a sua grande personalidade, começaram uma campanha para arrecadação de fundos em prol da confecção de um busto em sua homenagem e que estendeu até 1959. Com o montante arrecadado, erigiram um busto de bronze, na Praça Roque Rotundo, que fora encomendado para a Fundição Santa Inês. A escultura ficou a cargo do artista Elias Dusco e o pedestal em mármore para a Marmoraria de José de Oliveira Marques. José Braga Jordão foi o responsável pelo projeto do pedestal e pelas obras da praça.
Fonte: Fundação Cultural de Varginha.

Histórico do município: Portugal somava 3 milhões de habitantes. A economia girava em torno da agricultura e extração mineral, movidas à base de escravos. Dentro desse contexto surge Espírito Santo das Catanduvas, um arraial no Sul de Minas com cerca de mil pessoas. A criação do povoado é toda influenciada pela religiosidade e pelos costumes portugueses. O trânsito de tropeiros no Sul de Minas era permanente. Entretanto, o desenvolvimento do núcleo ainda era lento.
Em 1832, a população de Varginha era de exatos 1.855 habitantes, um crescimento de 85%, tímido para duas décadas e meia. A Igreja adquiriu as áreas no centro da futura cidade, que pertenciam ao casal DonaThereza Clara Rosa da Silva e capitão Francisco Alves da Silva.

Durante 43 anos Varginha foi um curato (aldeias com condições necessárias para se tornar o distrito de um município). As principais obras que marcam esse período são as construções de igrejas (Matriz do Divino Espírito Santo e Rosário).
Em 1º de junho de 1850, o curato foi elevado à paróquia (ou freguesia, onde estão os fregueses da paróquia).
Varginha experimentaria, então, o primeiro surto desenvolvimentista. Foram construídos os primeiros prédios públicos, como as duas primeiras escolas públicas e a cadeia.

O segundo boom desenvolvimentista da cidade advém do fim da escravatura. Para substituir a mão-de-obra escrava, é firmado um acordo com a Itália, onde vários imigrantes deslocam-se de sua terra natal para o Brasil. A passagem era paga pelo governo brasileiro, em troca de cinco anos de trabalho na lavoura.
Em 1888 a recém-criada cidade de Varginha recebeu a maior leva de imigrantes, 1.020 no total. Eram 806 italianos (toscanos, lombardos e venetos procedentes, em sua maioria, de campos e aldeias), mais portugueses, espanhóis, turcos e alemães. Radicaram-se em Varginha, escrevendo uma das mais importantes páginas da história da cidade.
O principal impulso dos imigrantes ocorreu inicialmente na agricultura. As duas culturas significativas eram a cana-de-açúcar e o café. A pequena vila contava com 113 estabelecimentos de beneficiamento de café no começo do século XX. Em 1933, a cidade contava com seis engenhos e uma produção de 2 mil toneladas de cana-de-açúcar.

O terceiro momento relevante do desenvolvimento de Varginha acontece com o início do funcionamento da linha férrea em Varginha, em 1892 (no mesmo local onde está o prédio atual da estação ferroviária). A cidade recebia suas primeiras empresas e o movimento era intenso. São dessa época duas obras básicas de infraestrutura: as primeiras obras de calçamento e a iluminação pública, de gás acetileno e postes de metal.

Com o aumento da população, surgem opções de lazer, na rua da Chapada (onde hoje fica o calçadão da Wenceslau Braz). O Theatro Municipal é inaugurado em 1904; seis anos depois, no mesmo local, é aberto o Cinema Brasil, talvez o primeiro do sul de Minas Gerais. Foi instalado pelo empreendedor capitão Pedro da Rocha Braga. A máquina era gerada por motor a querosene e desligada durante algumas sessões pela quantidade de fumaça. O cinema era itinerante, e o motor era levado em carro de boi a algumas cidades próximas.
Em 1913 a Empresa Telefônica Varginhense interligava 150 aparelhos na cidade.

Aos poucos o perfil da economia agrícola vai cedendo espaço, ainda de forma tímida, para a indústria.
Segundo os documentos que registram a história do município, o progresso de Varginha foi intensamente impulsionado após 1925, com a visita do presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. Na ocasião, o presidente assumiu um empréstimo no valor de 2.500 contos de réis, o equivalente a cem fazendas. O empréstimo possibilitou a terraplenagem e reestruturação completa da cidade, com o asfaltamento das principais ruas, iniciando em definitivo o processo de urbanização.

Nesse período surgiram importantes instituições para Varginha: os colégios Marista e Santos Anjos; Banco do Brasil; Hospital Regional do Sul de Minas; e a Associação Comercial de Varginha.
Em 1929, a quebra da Bolsa de Nova Iorque acentua a crise do café no Brasil. Nosso país fica atolado com uma produção de 21 milhões de sacas, bem maior do que a demanda. O governo dos Estados Unidos desiste do empréstimo de 50 milhões de dólares para os cafeicultores brasileiros. Apesar das dificuldades que sempre marcaram a cafeicultura, e mesmo neste momento particular, o café sempre foi considerado importante propulsor da economia local. Com o tempo, a indústria cafeeira (beneficiamento e exportação) ultrapassou a produção (lavoura) na cidade.

Varginha começa a se expandir. Novos bairros surgem. O primeiro deles, a Vila Barcelona, formado em sua maioria por operários.
A cidade ainda se restringia ao “miolo” do centro. As casas terminavam na avenida Major Venâncio, no “Areião” (Fátima), na Vila Barcelona e nas Três Bicas. Bairros como Catanduvas, Jardim Andere, Bom Pastor ainda não existiam e eram considerados zona rural.
Começam a ser criadas regionais dos governos estadual e federal. A era do ensino superior tem início em 1965, com a primeira escola de ensino superior – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Nos anos seguintes são criadas a Faculdade de Direito de Varginha, Faculdade de Ciências Contábeis e de Administração, a Faculdade de Engenharia Mecânica e a Fepesmig, que se tornou, depois, Centro Universitário do Sul de Minas. Mais recentemente, Unifenas e Unifal.
Fonte: IBGE.

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