Pará de Minas – Praças Torquato de Almeida e Francisco Torquato de Almeida
As Praças Torquato de Almeida e Francisco Torquato de Almeida foram tombadas pela Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Praças Torquato de Almeida e Francisco Torquato de Almeida (0,45ha)
Localização: Pará de Minas-MG
Estado de conservação
Descrição: A então praça Dr. Afonso Pena teve sua denominação alterada para praça Cel. Francisco Torquato em 21.09.1904, pela Lei Nº 138. Em 01.11.1954 a Praça Cel. Francisco Torquato ganhou uma estátua. A escultura de Torquato de Almeida (Presidente da Câmara e Agente Executivo de 1912 a 1922), filho do Cel. Francisco Torquato, é uma obra de arte de Henrique Cozzo, que o representou de pé “com expressão de movimento e decisão que lembraria sempre o dinamismo do realizador”. A praça formada pela Estação do Ramal Ferroviário recebeu a denominação de Praça Dr. Wenceslau Braz, em 20.05.1915, pela Lei Nº 219, que também autorizou a construção de um coreto. Concluída, havia também um chafariz que se localizava onde está reconstruído o coreto que, atualmente se faz o único elemento construtivo marcante no interior das duas praças.
A Praça Wenceslau Braz passou a ser denominada Praça Torquato de Almeida, pela Lei Nº 189, de 21.11.1951, em homenagem ao político ilustre e filho da terra que construiu além desta, inúmeras outras obras de imenso valor a Pará de Minas e sua história. Tais homenagens e denominações se confundem por sua semelhança, o que comumente restringe a identificação das praças a um só de seus patronos: Praça Torquato de Almeida. Situação esta que foi reforçada quando foram unidas com a construção de um novo coreto em 1986, semelhante ao antigo, demolido durante a administração Francisco Valadares (1933-1945). Com o novo coreto construído, assemelhado em muito ao antigo, as duas praças uniram-se espacialmente e o marco do entrelaçamento é justamente o coreto. O largo urbano compreendido pelas praças teve seu traçado original por algumas vezes modificado, no desenho de seus caminhos, lugares, jardins e pela supressão e reconstrução de alguns elementos arquitetônicos como o coreto e o chafariz (demolido). O entorno imediato se faz presente com edificações de pequeno e médio porte, entre as quais se inserem a edificação da Estação Ferroviária, a Escola Torquato de Almeida e a Casa da Cultura, edifícios tidos como testemunhos preservados de imenso valor histórico no contexto da cidade, obras de Torquato de Almeida. As praças se baseiam em Partido Arquitetônico triangular.
Localizadas no quadrante central da cidade, com coreto edificado reportando ao antigo coreto de linhas neoclássicas e influências art nouveau, portanto, de estilo eclético. As praças Torquato de Almeida e Francisco Torquato são uma referência no cotidiano da população de Pará de Minas. Em maio de 2006 iniciaram-se as obras de remodelação das praças, que foram inauguradas em 15 de dezembro do mesmo ano. O coreto foi reconstruído maior, mais baixo e com rampas de acesso. O projeto de reconstrução das praças foi dos arquitetos André Amaral e Fernanda Miranda; e o do coreto rebaixado e maior foi da arquiteta Tâmara Thais de Aquino.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.
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