Oliveira – Imagem do Senhor dos Passos


Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais

A Imagem do Senhor dos Passos foi tombada pela Prefeitura Municipal de Oliveira-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Oliveira-MG
Nome atribuído: Imagem do Sr. dos Passos
Localização: Rua dos Passos, nº 9 – Centro – Igreja dos Passos – Oliveira-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 2035/2004

Descrição: […] incomparável imagem de Nossa Senhora das Dores – obra prima da escultura portuguesa – que viera de Portugal conjuntamente com a não menos expressiva imagem de Nosso Senhor dos Passos, encomendada pelo saudoso comerciante português sr. Antonio Campos […].
Fonte: José Demétrio Coelho.

Descrição: A Igreja foi construída antes de 1825. Originalmente foi construída em estilo simples em relação às demais construções mineiras. A torre e o sino foram acrescentados posteriormente. Existiu um pequeno cemitério, próximo à construção, desaparecido numa das reformas realizadas, havendo também a supressão do consistório. A igreja está intimamente ligada às comemorações da Semana Santa, celebrada no local desde o século XIX, fato que contribuiu para sua construção. Durante as últimas décadas , tem sido preservada através de reformas simples de modo a mantê-la nas condições normais de receber seus fiéis e turistas.
A Igreja dos Passos possui a relíquia do Santo Lenho, que é um pedacinho da verdadeira Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Este pedacinho do Santo Lenho foi oferecido à Igreja pelo Papa João XXIII, atendendo uma súplica de Dom José Medeiros Leite, o 1º Bispo Diocesano de Oliveira.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.

Histórico do município: “Oliveira é filha de uma encruzilhada”. Essa é a primeira frase do capítulo I do livro História de Oliveira, escrito durante três anos e publicado em 1961 pelo itaunense Luís Gonzaga da Fonseca. Na sequência, o autor complementa: O que equivale a dizer que ela é filha da sua própria geografia: um entroncamento de caminhos provocou, pelo comércio e pelo cultivo do solo, o aparecimento do lugar (FONSECA, 1961, p. 17).
Até boa parte do século XVII, essas terras, que hoje fazem parte da região Oeste de Minas, eram ocupadas pelos índios Carijós que, na sequência histórica, foram desalojados pelas tribos Cataguás (ou Cataguáses) que por ali permaneceram até a chegada do primeiro “homem branco”, o bandeirante Lourenço Castanho Tanques que violentamente expulsou aquela tribo por volta de 1670.
Tanques partiu de São Paulo na trilha do bandeirante Fernão Dias, mas, em certa altura de sua marcha, desviou-se para o Oeste rumo às ricas plagas goianas. A este caminho, que mais tarde também viria a ser desbravado por outros bandeirantes, como Bartolomeu Bueno Anhanguera, foi dado o nome de “Picada de Goiás”.
A Picada de Goiás era um atalho para as terras goianas que, em longos trajetos e com diversas encruzilhadas fazia, no século XVIII, a ligação de quatro importantíssimas capitanias: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Para rechaçar os aquilombados, os governantes de Minas Gerais, além de organizarem tropas de combate, foram retalhando em sesmarias o Campo Grande, concedendo-as aos abridores de caminhos e aos conquistadores daquelas terras. Tudo isto ocorreu por volta de 1752, ou seja, as verdadeiras tentativas de colonização do território oliveirense ocorreram setenta e seis anos depois da passagem do primeiro “homem branco” pela região.
Segundo Luís Gonzaga da Fonseca (1961), não se pode precisar a data que o topônimo “Oliveira” veio substituir o antigo nome “Campo Grande da Picada de Goiás”. Outra coisa que não se pode determinar, com absoluta certeza, é a origem deste atual nome da cidade.
A Picada de Goiás era um atalho para as terras goianas que, em longos trajetos e com diversas encruzilhadas fazia, no século XVIII, a ligação de quatro importantíssimas capitanias: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Este importante caminho ganhou suas honras ao levar diversos homens à exploração do ouro, inicialmente em Tamanduá (hoje Itapecerica) e depois em Paracatu. Em meados do século XVIII, estas regiões eram abastadas do rico mineral e com os exploradores, vinham pela Picada de Goiás escravos, alimentos e utensílios para subsidiar a mineração.
A colonização do território, que mais tarde constituiria o município de Oliveira, prende-se a um conflito desencadeado no oeste mineiro, em meados do século XVIII. Esse conflito, que durou anos e custou várias vidas (principalmente as dos homens negros), passou para a história com o nome de “Conquista do Campo Grande”.
Entendia-se por Campo Grande toda a região ocidental, compreendida entre o Rio das Mortes (cuja nascente encontra-se na cidade de Santos Dumont, na Serra da Mantiqueira) e as cabeceiras do rio São Francisco, indo até bem próximo dos sertões da Farinha Podre (hoje a cidade de Uberaba).
Dentro desta região, Oliveira era conhecida como “Campo Grande da Picada de Goiás” ou “Campo Grande da Travessia de Goiás ou ainda “Caminho Novo de Goiás” pois se localizava, de fato, na travessia, em um atalho para aqueles que se dirigiam às terras goianas (FONSECA, 1961).
Segundo Fonseca (1961), em terras hoje oliveirenses encontravam-se grandes concentrações de ex-escravos foragidos, e foi a partir do combate entre esses rebelados e os “homens brancos” que surge a colonização do território.
Para rechaçar os aquilombados, os governantes de Minas Gerais, além de organizarem tropas de combate, foram retalhando em sesmarias o Campo Grande, concedendo-as aos abridores de caminhos e aos conquistadores daquelas terras. Tudo isto ocorreu por volta de 1752, ou seja, as verdadeiras tentativas de colonização do território oliveirense ocorreram setenta e seis anos depois da passagem do primeiro “homem branco” pela região.
Segundo Luís Gonzaga da Fonseca (1961), não se pode precisar a data que o topônimo “Oliveira” veio substituir o antigo nome “Campo Grande da Picada de Goiás”. Outra coisa que não se pode determinar, com absoluta certeza, é a origem deste atual nome da cidade.
A origem mais difundida está amparada na religiosidade; o nome Oliveira surgiu em homenagem à santa católica “Nossa Senhora da Oliveira”. Em Portugal, Nossa Senhora da Oliveira era invocada como padroeira dos oficiais confeiteiros, carpinteiros de carruagem e de carros em geral. Erguida a igreja em honraria à santa (por volta de 1785), no interior da matriz foi escrita a seguinte frase em latim: Quase oliva speciosa in campis. Esta frase significa “como a Oliveira no campo dos belos lugares”, o que fazia uma relação do belo cenário paisagístico natural com a santa portuguesa.
Pertencente à antiga comarca do Rio das Mortes, Oliveira passou por vários processos até chegar ao seu formato municipal atual. Após a sequência histórica que vimos, resumidamente, nas seções anteriores, por volta de 1785 o padre Bonifácio da Silva Toledo era o representante da Capela de Oliveira. Em 1798, o padre português Francisco de Paula Barreto inaugura o Curato de Oliveira que, posteriormente, por ele seria dirigido. Neste período, a região já possuía significativa quantidade de fazendas, onde a maioria dos habitantes do Curato residiam, mas aos domingos a população se encontrava no núcleo para participarem da missa dominical obrigatória (SAINT-HILAIRE, 1975).
Em 1832, Oliveira é elevada – pelo decreto de 14 de julho do mesmo ano – à condição de Paróquia, sendo a ela filiados os Curatos de Nossa Senhora da Aparecida do Cláudio e de Nossa Senhora do Carmo da Mata (atualmente Cláudio e Carmo da Mata). Esses dois Curatos farão parte das primeiras células constitutivas do futuro município de Oliveira.
Após seis anos (1838), Oliveira assume o patamar de Freguesia, mas, sem delongas, no dia 16 de março de 1839, Oliveira é elevada à categoria de Vila, pela lei provincial 134. A partir daí, ela assume sua municipalidade tendo sua primeira câmara municipal eleita no mesmo ano.
De acordo com os dados de emancipações extraídos de Furtado (2003), Oliveira emancipou-se do então município de Tiradentes em 1938 assumindo, geograficamente, ampla forma espacial.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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