Porteirinha – Imagens dos Três Reis Magos


Imagem: Dossiê de Tombamento

As Imagens dos Três Reis Magos foram tombadas pela Prefeitura Municipal de Porteirinha-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de Porteirinha-MG
Nome atribuído: Imagens dos Três Reis Magos
Localização: Porteirinha-MG
Dossiê de Tombamento

Descrição: As imagens dos Três Reis Magos (Gaspar, Baltazar e Belchior) chegaram a Porteirinha por volta de 1907. De acordo com a D. Ilda Martins Gomes, conhecida como D. Dida, as imagens foram encomendadas por seu sogro, o Sr. Manoel Patrício de Souza Gomes, o Seu Nezinho, ao cunhado Manoel Teixeira de Carvalho, que as trouxe, em lombo de burro, de Salvador da Bahia, para ornar a Igreja de Santos Reis que estava em construção.
Não há nenhuma informação sobre o escultor dessas imagens ou a época em que foram feitas. Entalhadas na madeira, as imagens sofreram reformas na pintura, embora tenham sido preservadas as cores originais.
Em torno das imagens dos Reis Magos, realiza-se, há muitos anos, a mais expressiva festa religiosa de Porteirinha, festa, aliás, rica em manifestações da cultura regional.
[…]

Conjunto de imagens populares, esculpidas em madeira sobre base retangular, apresentando as figuras dos três reis magos. A primeira imagem, a de Baltasar, mostra uma figura masculina em pé, tez negra, de meia idade, posição frontal, com a cabeça levemente inclinada para baixo com o olhar na mesma direção, de rosto arredondado e de olhos bem abertos, com os braços flexionados para a frente e com a mão direta aberta com a palma para cima, e a mão esquerda aberta com a palma para baixo. Usa veste túnica curta azul, calça verde e botas pretas. Recoberta com policromia.
A segunda imagem, a de Belchior (ou Melchior), mostra uma figura masculina em pé, tez branca, de meia idade, posição frontal, cabeça direcionada para a frente com o olhar na mesma direção, rosto oval coberto por barba negra, cabelos longos, com os braços flexionados para a frente e a mão direita aberta com a palma virada para a esquerda e a mão esquerda aberta inclinada para baixo, com a palma virada para cima. Veste túnica longa amarela com manto azul de avesso rosa. Recoberta com policromia.
Por fim a terceira imagem, a de Gaspar, mostra uma figura masculina ajoelhada, tez amarela (buscando indicar a origem asiática de Gaspar, conforme reza a tradição), de meia idade, posição frontal, cabeça direcionada para a frente com o olhar na mesma direção, rosto oval coberto por barba negra, olhos puxados rasgados (indicativo da origem oriental) cabelos longos, com os dois braços flexionados para frente, a mão direita na posição de segurar e a mão esquerda fechada. Veste túnica longa vermelha com manto azul, e tem a cintura cingida com faixa. Recoberta com policromia.
Fonte: Dossiê de Tombamento.

Histórico do município: Pequena clareira no coração das matas que separavam a vila de Mato Verde do município de Monte Azul, bem como do povoado de Riacho dos Machados, servia de pouso aos que vinham do nordeste e do sertão baiano, procurando encurtar a trilha que levava à terminal da estrada de ferro, em Sabará. Uma brecha entre os altos troncos, de um lado e de outro da clareira, lhe servia de acesso. Era como porteiras. Os que para ali se dirigiam em busca de pouso se referiam ao local como Porteirinhas.
Os prováveis primeiros habitantes foram os tropeiros Severino dos Santos, José Cândido Teixeira, Galdino Teixeira, José Antônio da Silva, João Soares, João de Deus, João Pereira e José Miguel, que aqui chegaram nos primórdios do século XVIII. Vieram à cata de ouro. Cessada a febre do metal, tornaram-se senhores de grandes extensões de terras e escravocratas poderosos.
Dedicavam-se à lavoura, empregando os escravos em suas propriedades. As terras estavam nos lugares denominados Gorutuba e Serra Branca. Chamaram ao aglomerado São Joaquim da Porteirinha.
A localização da sede do município se deve ao fato de ser esta a parte que possui melhores terras de cultura e também por ser caminho aberto aos municípios vizinhos.
Há outra versão sobre os primeiros anos da vida da comuna. Alguns habitantes de Nossa senhora da Conceição de Jatobá internaram-se pelos sertões adjacentes e à margem direita do rio Mosquito ergueram as primeiras casas do povoado de São Joaquim da Porteirinha. Isto nos primeiros anos após a proclamação da República. É mais aceita, entretanto, a primeira das versões, supondo-se que, em verdade, nos primeiros anos após a proclamação da República, outros moradores viessem de localidades mais próximas para a povoação já formada, em busca de melhores terras de cultura.
Fonte: IBGE.

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