Catas Altas – Capela do Senhor do Bonfim
A Capela do Senhor do Bonfim do Povoado do Morro d’ Água Quente foi construída por escravos, em 1786, com estruturada em barro e fundação em pedra.
Prefeitura Municipal de Catas Altas-MG
Nome atribuído: Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Povoado do Morro d’ Água Quente (01 Capela e 10 imóveis, muros e ruínas)
Localização: Catas Altas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 76/1998
Prefeitura Municipal de Catas Altas-MG
Nome atribuído: Capela do Senhor do Bonfim
Localização: Praça do Bonfim, s/n – Povoado Morro d’Água Quente – Catas Altas-MG
Decreto de Tombamento: Decreto n° 266/2002
Descrição: Situada aos pés da Serra do Caraça e resguardados pelo contraforte da serra do espinhaço, a formação do povoado que deu origem ao atual município começou a ocorrer no final do século XVII por volta de 1694 com a descoberta de ricas minas auríferas mais tardes denominadas de Catas Altas. Atribui-se a Domingos Borges a fundação do arraial em 1703.
A história de Catas Altas, assim como de diversas cidades mineiras, está relacionada com o ciclo da mineração no século XVIII. O nome “Catas Altas” provém das profundas escavações que se faziam no alto dos morros. A palavra “catas” significa garimpo, escavação mais ou menos profunda, conforme a natureza do terreno para a mineração. No povoado, as catas, os garimpos, as minas mais ricas e produtivas, estavam situadas nas partes mais altas, no alto da serra e por isso, a atual cidade ficou conhecida como Catas Altas.
Com o esgotamento das minas o arraial ficou praticamente abandonado. Em 1868, chega em Catas Altas o Monsenhor Manuel Mendes Pereira de Vasconcelos para ser o vigário do arraial. O padre nota a ausência de qualquer forma de cultura de subsistência. Ele ensina ao povo como plantar as videiras, as épocas das podas, das colheitas, como esmagar as uvas, o período de fermentação, o armazenamento adequado para não acontecer nenhuma alteração. E assim, o vigário conseguiu que a produção do vinho de Catas Altas aumentasse cada vez mais, sempre com melhor qualidade.
Entre 1839 e 1995, Catas Altas pertenceu ao município de Santa Bárbara emancipando-se através da lei nº12. 030, de 21 de dezembro de 1995.
Fonte: Circuito Cultural Vieira Servas.
Descrição: Construída por escravos por volta do ano 1786, em estilo barroco, é estruturada em barro e sua fundação é em pedra. O interior é bem simples, não possui trabalhos em talha e guarda somente uma imagem de Cristo crucificado feita em madeira. Está incluída em dois tombamentos municipais, um em 1998 e o segundo em 2002.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
Descrição: O nome do distrito, segundo escritos do naturalista francês Auguste de Saint Hilaire em 1887, em sua passagem por Catas Altas, originou-se das fontes termais que existiam nas proximidades e que foram destruídas pelas escavações lá realizadas, na ânsia de se encontrar mais ouro. A fonte termal que deu origem ao nome foi soterrada por um desabamento. Existem no povoado construções feitas por escravos, como a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim e alguns muros de pedras. Esses muros são característica marcante do povoado. A caixa d’água e moinhos de pedras são provavelmente do séc. XVIII. Pepitas do ouro eram lavadas nessa caixa d’água e a mesma água movia os moinhos de pedra.
Fonte: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais.
CONJUNTO:
Catas Altas – Capela do Senhor do Bonfim
Catas Altas – Residências à Rua Direita, nºs 224, 230, 312, 352, 463, 473 e 568
Catas Altas – Residências à Rua Bonfim, nºs 60 e 106
Catas Altas – Residência à Rua do Lago, nº 94
Catas Altas – Muros à Rua Direita, nºs 41 e 49
Catas Altas – Muro à Rua Sr. do Bonfim, nº 468
Catas Altas – Muro à Rua do Lago nºs 10, 13, 45, 94 e 105
Catas Altas – Muro à Rua do Beco, nºs 11, 57 e 306
Catas Altas – Ruínas do Moinho e Caixas d’Água
FOTOS:
- Imagem: Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
MAIS INFORMAÇÕES:
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
Circuito Cultural Vieira Servas


