Dois Irmãos – Casa Família Engelmann
A Casa Família Engelmann foi tombada pela Prefeitura Municipal de Dois Irmãos-RS por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Dois Irmãos-RS
Nome Atribuído: Casa Família Engelmann
Localização: R. 10 de Setembro, n° 2310, esquina com R. 29 de Setembro – Dois Irmãos-RS
Decreto de Tombamento: Portaria municipal de tombamento n° 116/2003, de 11 de abril de 2003.
Ficha de inventário – Compac
Importância: O bem se destaca por apresentar valor nas seguintes Instâncias:
1 – Instância Cultural: Enquanto referência histórica; pelo valor de antiguidade; pelo valor tradicional para a comunidade e pelo valor de referência coletiva;
2 – Instância Morfológica: Valor arquitetônico: pela qualidade formal, Valor pela referência historiográfica; Valor pela raridade formal; Valor como elemento referencial na paisagem urbana;
3 – Instância Funcional: Compatibilização com a estrutura urbana e pela permanência dos usos originais nas estruturas existentes.
4 – Instância Técnica: Valor pelo risco de desaparecimento e Valor pelo bom estado de conservação;
5 – Instância Paisagística: Valor pela compatibilização com a paisagem urbana; Valor pelo conjunto de unidades – estruturação do cenário da quadra e Valor como elemento referencial.
6 – Instância Legal: legislação de preservação em nível municipal (Lei de Tombamento e Zoneamento em Plano Diretor).
Fonte: Ficha de inventário – Compac.
Descrição: O bem cultural é reconhecido pela comunidade como Armazém Engelmann por ter a atividade de venda de secos e molhados e armarinhos durante muitos anos, seus primeiros proprietários foram Jacob e Margarida Kuwer. Uma das filhas do casal, Alvina Kuwer, casou-se com Guilherme Engelmann em 30 de junho de 1906, deste casamento resultaram oito filhos: seis homens que posteriormente mudaram-se para Novo Hamburgo e duas mulheres.
O armazém funcionava pela manhã e à noite, também aos finais de semana, também contava com um matadouro e açougue. Além disto, os tropeiros pernoitavam defronte ao armazém, com suas tropas de gado, onde consumiam os produtos da venda durante sua estada.
Este armazém, como os demais das colônias alemãs, era um entreposto comercial; as mercadorias ali comercializadas eram transportadas ao lombo das mulas, posteriormente foram usadas as carroças. Guilherme Engelmann adquiria as mercadorias dos agricultores e as revendia para Novo Hamburgo ou São Leopoldo, neste sentido, como afirma Roche (1969), o colono trazia para a venda as suas mercadorias e levava sua contrapartida em artigos fabricados ou gêneros alimentícios. Já as mercadorias com destino a Porto Alegre eram transportadas pelo Rio dos Sinos através de uma embarcação à vapor, que possuía inclusive uma proteção aos barqueiros; certas vezes as mercadorias eram perdidas na
viagem.
Fonte: Ficha de inventário – Compac.
Histórico do município: Município integrante do Vale do Rio Feitoria, afluente do Rio Caí, sua história está ligada à colonização alemã no Estado, parte da antiga Colônia de São Leopoldo, instalada em 1824. Dois Irmãos recebeu os primeiros colonos a partir de 1825, entre eles Pedro Baum e família, lavrador e sapateiro, do Hunsrück.
A leva mais significativa de colonos imigrantes que ocuparam parte dos 249 lotes da “Linha Grande de Dois Irmãos”, foi a dos ex-náufragos do navio Cecília. O veleiro partiu do porto de Hamburgo em 1827 e surpreendido por uma tempestade no Canal da Mancha. Parcialmente destroçado, o navio com seus passageiros foi abandonado por seu capitão e pela marinhagem, ficando sem rumo até ser encontrado por um barco inglês que o conduziu para Plymouth, na Inglaterra. Aí permaneceram por cerca de dois anos, aguardando a definição de seus destinos. Aportaram no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1829, dia de São Miguel. Conta a tradição que em homenagem ao Arcanjo estabeleceram essa data como seu marco fundante. Até hoje ela é comemorada no “Michelskerb”, Kerb de São Miguel.
Em 1832 os colonos católicos inauguraram a capela em honra a São Miguel. O lugar onde foi erguido o templo é, provavelmente, o mesmo onde a partir de 1869 foi construído o outro, com traços góticos, concluído em 1880, que hoje se encontra a Antiga Igreja Matriz de São Miguel, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado.
Fonte: Prefeitura Municipal.
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