Pará de Minas – Antiga Estação Ferroviária


Imagem: Prefeitura Municipal

A Antiga Estação Ferroviária de Pará de Minas-MG foi construída em 1913, segundo o traçado do construtor italiano Amedeo Celso Grassi.

Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Ex-Estação Ferroviária
Localização: Praça Torquato de Almeida, nº 177 – Pará de Minas-MG
Estado de conservação

Descrição: Construída um ano após a inauguração do ramal ferroviário, a Estação de Rede Ferroviária de Pará de Minas, datada de 1913, erguida segundo o traçado do construtor italiano Amedeo Celso Grassi, considerada de gosto refinado em sua solução, foi prestigiada como uma das melhores de todo Oeste de Minas Gerais. A Estação Ferroviária foi a porta de entrada para o progresso da cidade, quando tudo que se produzia e consumia na cidade e região era transportado pelo ramal férreo. Em 1988, o ramal foi desativado por ter sido considerado uma linha deficitária, apesar dos protestos da população. Após passar por outras funções de uso, foi adquirido pela municipalidade em 1999. Em 17.11.2000 o prédio se transformou em Estação do Pará Cine-Café. O prédio da Estação Ferroviária possui elementos arquitetônicos que, assim como a maioria das edificações dessa natureza, mesclam a transição entre o passado colonial e imperial e as novas tecnologias que se inauguram com o advento da estrutura metálica, novo estilo que consubstanciou o art nouveau, num ecletismo onde somam-se barro, madeira e ferro, materiais que se juntam, num desenho equilibrado, para um resultado harmonioso. A interação entre tais materiais, cada qual desempenhando seu papel, fazem do eclético um estilo que além da ruptura com os estilos anteriores, busca novas conquistas técnicas, quando uma derivação do telhado que se presta a cobrir os halls de entradas e bilheterias da Estação, desafiam as leis para sua estabilidade até o momento impostas, com sutilidade e leveza, características do novo estilo. O detalhe aplicado ao material do qual se apropria, o ferro fundido em formas sinuosas, copiam da natureza os motivos florais e rendilhados decorativos, introduzindo a arte nouveau, retomando o rococó e ás vezes, o estilo gótico. Tudo acaba por compor com muito bom gosto o edifício sede da Estação Ferroviária de Pará de Minas, símbolo do progresso da cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.

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