Pará de Minas – E. M. de Artes e Ofícios Raimundo Nogueira de Faria


Imagem: Prefeitura Municipal

A E. M. de Artes e Ofícios Raimundo Nogueira de Faria, em Pará de Minas-MG, é uma construção de pau-a-pique do Colonial Brasileiro, edificada no séc. XVIII.

Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Escola Municipal de Artes e Ofícios Raimundo Nogueira de Faria / Sica
Localização: R. Dr. Higino, s/n – Pará de Minas-MG
Estado de Conservação

Descrição: A velha construção de pau-a-pique remanescente do Colonial Brasileiro, edificada no século XVIII conserva em sua totalidade os elementos característicos do estilo: forte influência barroca de Portugal, travestida nos métodos construtivos disponíveis na região, em madeira e barro, com tipologia da casa grande de Fazenda do Brasil Colônia. Nos idos de 1896 Luiz Orsini adquiriu a chácara do Padre Paulino Alves da Fé, Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, a partir de quando passou a ser conhecida como Chácara Orsini, em homenagem a seu adquirente. A casa grande sediava as glebas de terras produtivas que teve entre outras atividades, o funcionamento da primeira padaria da cidade, com o padeiro vindo do Rio de Janeiro, o português de nascimento José Gonçalves Torres Costa, o “Sô Antônio Padeiro”, e a exploração mineral de amalgatolito. Luiz Orsini lá instalou a primeira padaria da cidade.
Lá, ele introduziu novidades que a cidade, pouco desenvolvida, não conhecia: levou água do Ribeirão Paciência, limpa na época, para a casa e também para o moinho e monjolo, como nos conta o pesquisador Mário Luiz Silva em seu trabalho sobre antigo proprietário. O casarão se compõe de dois pavimentos em terreno relativamente acidentado, às margens do Ribeirão Paciência, fonte hídrica e energética das atividades desenvolvidas no complexo. O partido arquitetônico simplificado se restringe a um retângulo regular e comprido, coberto pelo telhado de “quatro águas” que projeta os beirais que arrematam com aspecto da casa grande típica do barroco brasileiro. Na década de 1930 o Governo do Estado de Minas Gerais, em poder de Benedito Valadares, político de prestígio, filho da terra, adquiriu a propriedade e instalou em sua sede a representação da Secretaria do Estado da Agricultura para desenvolver seus trabalhos no Município. Em 1985 o casarão passou a abrigar a Escola Municipal de Artes e Ofícios, após a cessão do prédio do Estado para o Município de Pará de Minas.
Pela Lei 3170, de 10-03-1995, a escola passou a ser denominada Escola Municipal de Artes e Ofícios Raimundo Nogueira de Faria – SICA, homenagem ao escultor que se notabilizou pelo valor artístico de suas obras e que integrou seu corpo docente. A vista frontal da edificação se abre num largo tido como lugar/praça contígua à Rua Doutor Higino, o que dispõe o prédio a uma distância do observador que chega ao largo, criando uma relação que faz da Escola Municipal de Artes e Ofícios Raimundo Nogueira de Faria – – SICA um cartão postal, com sua fachada principal monumentalizada ao se distanciar da “linha da terra”.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.

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