Pará de Minas – E. M. Torquato de Almeida
A E. M. Torquato de Almeida foi tombada pela Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG por sua importância cultural para a cidade.
Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Escola Municipal Torquato de Almeida
Localização: Praça Torquato de Almeida, nº 22 – Pará de Minas-MG
Estado de conservação
Descrição: A Escola Estadual Torquato de Almeida É o primeiro Grupo Escolar de Pará de Minas. A obra, projetada e executada pelo construtor italiano Amedeo Celso Grassi, foi construída em 1913 e inaugurada no ano seguinte. Devido à sua localização central e ao seu espaço interno, foi o palco de importantes bailes e eventos da sociedade, em época que a cidade ainda não possuía um clube maior. Os elementos arquitetônicos dispostos no edifício remetem ao estilo eclético, fortemente influenciado pelo gosto neoclássico, que é percebido sobretudo no tratamento minucioso e requintado da fachada frontal, tida como principal por merecer maior esmero na disposição de seus adornos e motivos decorativos aplicados que as demais fachadas, laterais e posterior. Os ornatos colocados de modo harmonioso propiciam à fachada principal um conjunto equilibrado, conferindo composição mesclando elementos diversos num Ecletismo proporcionado. A Escola é localizada ao lado da Estação Ferroviária e da Casa da Cultura, do contexto arquitetônico das Praças Francisco Torquato e Torquato de Almeida, um espaço urbano que conserva resistentemente um pouco da história de Pará de Minas.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.
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