Pará de Minas – Gruta Nossa Senhora de Lourdes
A Gruta Nossa Senhora de Lourdes, em Pará de Minas-MG, foi inaugurada em 1º de fevereiro de 1959, em celebração ao centenário da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, na França.
Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Gruta Nossa Senhora de Lourdes (0,005ha)
Localização: Pará de Minas-MG
Estado de conservação
Descrição: A Gruta Nossa Senhora de Lourdes, em Pará de Minas, foi inaugurada em 1º de fevereiro de 1959 em celebração ao centenário da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, na França. A iniciativa da construção foi do Vigário Padre Gabriel Hugo da Costa Bittencourt. No dia 1º de fevereiro de 1959 foi celebrada uma missa na Matriz de Nossa Senhora da Piedade por intenção das pessoas que ajudaram na construção e, mais tarde, uma nova missa foi celebrada em frente à Panificadora Guimarães, cujos proprietários fizeram a doação das imagens de Nossa Senhora de Lourdes e Santa Bernadete, que foram levadas em procissão até a Gruta, onde foram depositadas. Aproveitando o momento da inauguração, foi lido pelo Prefeito Dr. Edward Moreira Xavier, o decreto de criação do bairro Nossa Senhora de Lourdes. Com as imagens de Nossa Senhora de Lourdes e Santa Bernadete, doadas pela família Guimarães por ocasião da inauguração, a gruta está inserida no contexto da Praça Francisco Valadares, incrustada na encosta íngreme da praça, que delimita a separação dos dois logradouros lindeiros que margeiam a praça, distanciados planialtimeticamente conformando talude que ocasiona condição ideal para a gruta entalada. A água natural intermitente propicia a atmosfera condizente com a história das aparições da Virgem um século antes, que ocasionaram entre outros fenômenos milagrosos, o episódio em que Bernadete Soubirous, canonizada posteriormente Santa Bernadete, viu aflorar diante do toque de suas mãos, água da rocha da gruta da aparição, por determinação da Virgem. O espaço da gruta é delineado a partir do trabalho do mestre de ofícios João Viegas, resultando num ambiente que inspira meditação, um verdadeiro lugar de oração, em conformidade com a religiosidade e manifestações da fé catolicista predominante na cidade de Pará de Minas. O local se tornou um ponto de culto religioso para a população. A partir dessa significação para a comunidade, podem ser consideradas influências de sua presença no contexto até mesmo urbano, já que o lugar, a praça e a gruta tornaram-se uma referência urbanística no traçado do bairro, que possui o mesmo nome, e até mesmo da cidade. Ladeada por jardins, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes é um arremedo artificial com propósitos ainda que inconscientes de estilo concretista brutalista, explorado material “in natura”, num amontoado obtuso de blocos poliformes de pedra britada de aspecto monocromático, que induz à natureza do material na busca incônscia da composição convidativa da introspecção.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.
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