Pará de Minas – Núcleo Histórico Urbano do Distrito de Ascenção


Imagem: Prefeitura Municipal

O Núcleo Histórico Urbano do Distrito de Ascenção, em Pará de Minas-MG, surgiu na década de 1810, com o fluxo migratório da crise da mineração e busca por terras para venda, hospedagem e plantio.

Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Núcleo Histórico Urbano do Distrito de Ascenção (71 unidades)
Localização: Pará de Minas-MG
Estado de conservação

Descrição: A localidade de Ascensão surge na primeira década do século XIX, ligada ao fluxo migratório ocasionado pela crise da mineração e consequente busca por terras favoráveis a vendas, hospedagem e plantio. Apenas no ano de 1962 que o distrito é criado (Lei 2.764 de 30 de dezembro de 1962). Desenvolveu-se ao longo do Córrego do Couto, com edificações dos estilos neocolonial e eclético. Possui 71 edificações tombadas, entre elas a Igreja Santo Antônio e a praça de mesmo nome, residências e comércio.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.

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