Pará de Minas – Núcleo Histórico Urbano do Distrito de Carioca
O Núcleo Histórico Urbano do Distrito de Carioca, em Pará de Minas-MG, tem provável origem na segunda metade do séc. XIX, como ponto de parada dos tropeiros.
Prefeitura Municipal de Pará de Minas-MG
Nome atribuído: Núcleo Histórico Urbano do Distrito de Carioca (49 unidades)
Localização: Pará de Minas-MG
Estado de conservação
Descrição: O povoado tem provável origem na segunda metade do século XIX, iniciada pela fixação de agricultores, criadores de gado e comerciantes que abasteciam as tropas de mulas e viajantes que passavam pela localidade. É no ano de 1953 e pela Lei 1.093 de 12 de dezembro, que o distrito é crido, com grande crescimento nos anos de 30 e 40. O distrito insere-se na planície do Córrego Ponte Alta, em sentido norte-sul. São 49 edificações tombadas, a Igreja Nossa Senhora de Lourdes juntamente com a praça são o ponto central e referencial do núcleo.
Fonte: Prefeitura Municipal.
Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.
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