Santo Hipólito – Estação Ferroviária
A Estação de Santo Hipólito-MG foi inaugurada em 1911, servia o ramal ferroviário que ligava Corinto a Diamantina. Foi desativada em 1973.
Prefeitura Municipal de Santo Hipólito-MG
Nome atribuído: Estação de Santo Hipólito
Localização: R. Noé Gonçalves, s/n – Centro – Santo Hipólito-MG
Descrição: Prédio da antiga Estação de Santo Hipólito, foi inaugurada em 1911, servia o ramal ferroviário que ligava Corinto a Diamantina. Foi desativada em 1973.
Localizada no Centro da Cidade, próximo à Praça João XXIII.
Fonte: Governo do Estado.
Descrição: O ramal de Diamantina, que alcançava esta cidade saindo da estação de Corinto, na Linha do Centro da EFCB, foi aberto entre os anos de 1910 e 1913 pela E. F. Vitória a Minas, que, depois, em 1923 o repassou à Central do Brasil. Ele funcionou até o início dos anos 1970, quando teve os trens de passageiros desativados. Oficialmente o trecho somente foi suprimido pela RFFSA em 1994, mas segundo consta os trilhos já teriam sido arrancados antes disso.
A estação de Santo Hipólito foi aberta em 1910. A cidade já teve um porto fluvial, onde o Barão de Guaicuhy tinha uma frota de vapores que seguiam até Sabará e outras cidades onde o rio era navegável. Hoje o rio das Velhas ali recebe o esgoto da cidade, está assoreado e está morto. A estação, sem trilhos ainda encontra-se preservada, tendo abrigado a sede da EMATER e em 2012 a biblioteca municipal.
Em 8 de abril de 1909, o jornal O Estado de S. Paulo publicava que:
(…) após dezoito annos de interrupção da navegação a vapor no rio das Velhas, começa hoje a navegar entre os portos da Senhora da Glória, Santo Hippolito e Brejo, até a estação Beltrão ou Bocca da Matta, à margem da Estrada de Ferro Central, o primeiro rebocador a avapor da ‘Empresa Industrial do Rio das Velhas’, que alli explora madeiras.
Em 27 de agosto de 1910, uma notícia do mesmo jornal informava que o trecho de linha de Corinto a Santo Hipólito já estava pronto. A estação, porém, foi inaugurada somente em dezembro desse ano.
A estação, com arquitetura típica das estações ferroviárias de pequeno porte da região, encontra-se implantada paralela e em nível superior ao eixo onde passava a linha férrea, que não existe mais, apresentando-se em pavimento único. O partido é retangular com plataforma de embarque inserida junto à fachada frontal, onde passa uma via não pavimentada. O sistema construtivo é em alvenaria de tijolos cerâmicos maciços e cobertura do prédio em duas águas, com estrutura de madeira com vedação em telhas cerâmicas tipo francesas, que se estende cobrindo a plataforma de embarque, sustentada por mãos francesas em madeira. As alvenarias recebem a pintura branca e as esquadrias, mãos francesas e detalhes em massa foram pintados em azul.
Fonte: Governo do Estado.
Histórico do município: Originou-se da construção de uma ponte sobre o rio das Velhas, em 1910, para dar passagem ao ramal da estrada de ferro que ligava Corinto a Diamantina. Anteriormente um pequeno povoado pertencente a Nossa Senhora da Glória, Diamantina, foi tomando forma de cidade, sendo construídas casas para abrigar as famílias dos empregados da antiga estrada de ferro Central do Brasil (R.F.F.S.A).
No local foi instalada uma grande Serraria, A Serraria Moreira e Silva, para suprir as necessidades de fornecimento de madeira para a construção das estradas e da ponte sobre o Rio das Velhas, que deu oportunidade de empregos para muitos que vinham em busca de oportunidades.
Fazendo as escavações para a edificação dos pilares de sustentação das duas pontes, às margens do rio das Velhas, os trabalhadores encontraram uma imagem de Santo Hipólito, o que deu o nome ao povoado. Sua instalação definitiva como município data de 1962. Teve seu território desmembrado do município de Corinto. A ferrovia trouxe grande desenvolvimento econômico para a localidade que em 1911 já contava com a primeira escola pública.
Fonte: Governo do Estado.
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