Pará de Minas – Cristo Redentor


Imagem: Prefeitura Municipal

O Cristo Redentor de Pará de Minas-MG é uma pequena imagem do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, inaugurada em 1963.

Prefeitura Municipal de Paracatu-MG
Nome atribuído: Cristo Redentor
Localização: Serra de Santa Cruz – Pará de Minas-MG
Laudo técnico
Estado de conservação

Descrição: Idealizada por Joaquim Xavier Villaça, popularmente conhecido por Nem Villaça, após adquirir uma pequena imagem do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, a escultura do Cristo Redentor de Pará de Minas foi inaugurada em 25 de agosto de 1963, com uma missa campal celebrada pelo bispo diocesano Dom Cristiano Portela de Araújo Pena. O maior monumento esculpido de Pará de Minas repousa solenemente sobre o topo dominante da Serra de Santa Cruz, em terreno doado por José Alves Ferreira de Oliveira, dentro da mancha urbana de Pará de Minas. Para sua construção, iniciada por volta de 1958, Nem Villaça contou com o respaldo técnico do Engenheiro Civil Ives Soares da Cunha, e da mestria de ofícios dos pedreiros Adriano de Carvalho e Vicente Pereira Duarte, conhecido como Vicente Brás. A imagem do Cristo de Pará de Minas, num arremedo figurativo do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, soerguido em 1931, em estilo Art Déco, posta-se sobre pedestal de base em tronco de pirâmide, perfazendo-se um total de doze metros de altura, tendo a mesma medida de ponta a ponta das mãos, que medem 1,10m. cada; a cabeça mede 1,10 m. O realismo da expressão escultórica é tratado com linhas ricamente detalhadas, conferindo-lhe a serenidade, que se contrapõe à rigidez da constituição matérica. O coração de alumínio no peito da imagem foi resultado da fundição de objetos como talheres, copos, formas e outros utensílios doados pela comunidade de Pará de Minas. Sua localização privilegiada, no alto da Serra da Santa Cruz, em platô basicamente horizontal, de onde se descortina vista panorâmica em 360º da linha do horizonte, configurando um mirante urbano e, reciprocamente, dando-se como visto de quase todos os pontos do Distrito Sede. Assim, a escultura monumental assume um papel no cenário e traçado urbano, afigurando-se como um dos pontos turísticos mais notórios da região. Em 31 de maio de 1970, o Lions Club homenageou o idealizador da obra com uma placa fixada no pedestal do monumento, expressando a gratidão da comunidade. A escadaria de acesso a ele, com 608 degraus e quatorze patamares, para escalada fervorosa de fieis serra acima, principalmente na Semana Santa, foi concluída em 1990. O acesso também pode ser feito por uma estrada pavimentada, o que faz do local um dos pontos turísticos mais visitados, de onde se tem uma vista privilegiada de toda a cidade. O Cristo Redentor, símbolo da fé e religiosidade do povo predominantemente católico do Município, tornou-se referência artística, arquitetônica e urbana de Pará de Minas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: O topônimo Pará, segundo opinião do indianólogo Batista Caetano de Almeida e do engenheiro Teodoro Sampaio, significa rio volumoso, caudal, e colecionador de águas, sendo “de Minas” apenas um aditivo destinado a distinguir o município mineiro do Estado do Pará.
Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade do Pará de Minas remontam aos fins do século XVII, quando, em intenso movimento, dirigiam-se para as Minas de Pitangui as “bandeiras paulistas”. No roteiro que acompanhava os rios, lançavam-se os audazes aventureiros em busca do ouro, deixando trilhas aos pósteros.
Em um desses caminhos, nos territórios que se estendem entre os rios Paraopeba e São João, surgiu um ponto de pouso, às margens do ribeirão do Paciência e, nesse local, entre muitos outros, fixou-se o mercador português de nome Manoel Batista, alcunhado o “Pato-Fôfo”, que deliberou, mais tarde, abandonar o comércio que mantinha com os bandeirantes paulistas e explorar uma fazenda existente nas margens do Paciência. Seu apelido, segundo tradição, originou-se do fato de ter aquele português, que era muito gordo, a vaidade de querer passar por homem de grandes posses.
Manoel Batista foi, assim o desbravador da região e um dos seus primeiros moradores, tendo resultado dos seus esforços a construção da primeira capela local, que, em sua homenagem, foi cognominada “Capela de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo” (corrutela de Pato Fôfo). Também o arraial que começou a se formar no local chamou-se, inicialmente “Arraial do Patafufo”.
Fonte: IBGE.

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